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Bebedouros com câmeras monitoram fauna e apoiam reflorestamento no Tocantins

Estruturas registram animais silvestres, ajudam a mapear seus hábitos e contribuem para a dispersão de sementes em área reflorestada.

Bebedouros com câmeras monitoram fauna e apoiam reflorestamento no Tocantins
Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Bebedouros, comedouros e câmeras de visão noturna estão sendo usados para monitorar animais silvestres em uma área de reflorestamento no sul do estado. O projeto registra a presença e os hábitos da fauna do Cerrado e também contribui para a recuperação da vegetação.

As estruturas são formadas por reservatórios escavados e cimentados, com profundidade de 50 a 60 centímetros, extensão de um metro e meio e capacidade de 200 litros. Na frente, há um comedouro para atrair aves. Uma câmera automática, acionada por movimento ou calor, registra a movimentação dos animais sem a presença de pessoas.

Os equipamentos foram instalados em abril de 2026. As imagens são usadas por especialistas para acompanhar a frequência de visitação, a diversidade de espécies e os padrões de comportamento ao longo do tempo.

Animais e rotina de monitoramento

O veado-mateiro está entre os animais mais registrados em Cariri. Também aparecem onças, lobo-guará e diversas espécies de aves. A água vem de pequenas represas da região, incluindo uma localizada a 5 quilômetros das instalações.

O abastecimento ocorre uma vez na semana, mas pode ser antecipado conforme o consumo dos animais. As equipes anotam os horários de circulação. A onça-pintada costuma aparecer na madrugada ou no fim da tarde; o gavião-carcará é registrado no fim do dia; e corujas foram filmadas por volta de duas da madrugada.

Os bebedouros foram distribuídos em pontos estratégicos. Ao redor deles, são plantadas mudas de espécies típicas do Cerrado, como embaúba e pau-jau. A movimentação dos animais faz a água se espalhar e alcançar as plantações.

O fornecimento de frutas também auxilia o reflorestamento. Depois de comer, os animais carregam e eliminam sementes pelo caminho. Danival José de Souza, biólogo e professor, explica que, após passar pelo intestino, a semente fica apta para germinar.

Juvenal Costa é responsável por manter os recipientes limpos, enfrentando o calor e o tempo seco da região. A iniciativa integra um projeto de compensação ambiental da Rumo Logística, operadora ferroviária de carga, com apoio da Morro Verde Ambiental, empresa de serviços ambientais.

Luthero Lerner, representante da empresa, afirma que o projeto é piloto e busca avaliar a presença da fauna nos plantios compensatórios.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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