O Ministério Público do Pará (MPPA) estabeleceu prazo de 20 dias para que a Prefeitura de Almeirim apresente um plano de combate à vassoura-de-bruxa da mandioca. A doença é considerada uma praga quarentenária e ameaça a produção agrícola e a segurança alimentar de famílias rurais.
A recomendação foi emitida pelas Promotorias de Justiça de Almeirim. O documento prevê que a prefeitura e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico apresentem medidas para conter a disseminação do fungo. Se o plano não for entregue dentro do prazo, o MPPA informou que poderá recorrer à Justiça e buscar a responsabilização dos gestores públicos.
Entre as providências solicitadas estão a criação de um Plano Municipal de Contingência, a instalação de barreiras sanitárias na fronteira com o Amapá e em terras indígenas, além da fiscalização do transporte de mudas. O Ministério Público também cobrou treinamento para agricultores identificarem e controlarem a doença.
Características e registros
A praga é provocada por um fungo que causa o surgimento anormal de brotos, dando às plantas aparência semelhante à de uma vassoura. Com o avanço da infecção, as folhas murcham e secam, e a planta pode morrer.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) classifica o fungo como praga quarentenária e mantém Pará e Amapá em estado de emergência fitossanitária. O primeiro registro no Brasil ocorreu em 2024, no Amapá. No Pará, a identificação inicial foi feita na Terra Indígena Parque do Tumucumaque. O governo federal confirma a presença do fungo em Almeirim, Óbidos e Oriximiná.



