A Polícia Militar afirmou que a operação realizada na altura da Comunidade Dois Irmãos não pode ser considerada bem-sucedida após um passageiro ser baleado dentro de um ônibus e morrer nesta quarta-feira (30). A corporação informou que criminosos foram presos e fuzis, apreendidos, mas avaliou que a morte de uma pessoa inocente impede um resultado positivo.
A porta-voz da PM, tenente-coronel Cláudia Moraes, disse que o Terceiro Comando usa disparos contra vias públicas para desviar a atenção das forças de segurança quando seus integrantes são acuados ou quando ocorrem operações. A área, segundo ela, é de milícia e também tem atuação do Terceiro Comando.
“A gente não pode falar em êxito quando a gente tem inocentes mortos”, afirmou Cláudia.
Investigação sobre a origem dos tiros
De acordo com a porta-voz, a região é alvo de disputas territoriais entre facções criminosas. A operação ocorreu depois que uma pessoa foi morta na comunidade na noite anterior e diante da possibilidade de um confronto entre grupos rivais.
Cláudia afirmou que não havia confronto no momento em que o passageiro foi atingido. Por isso, a via não foi fechada. A decisão sobre bloquear ou não uma rua, explicou, é tomada pelas equipes que estão no local, conforme a avaliação do cenário. O fechamento prolongado poderia afetar o trânsito e a circulação de outras pessoas.
A PM encontrou um acampamento em uma área de mata próxima à Transolímpica. Existe a possibilidade, segundo a corporação, de que os disparos contra o ônibus tenham partido daquele ponto.
A Polícia Civil ficará responsável pela investigação da origem dos tiros. A perícia deverá ajudar a esclarecer de onde partiram os disparos. A PM informou que, durante a operação, já havia criminosos presos e fuzis apreendidos.



