O vereador de Porto Alegre Giovane Byl (Podemos) foi preso preventivamente na manhã desta sexta-feira (18), em uma operação que investiga o desvio de mais de R$ 2 milhões em recursos destinados à área da saúde. Byl também é candidato a deputado estadual nas eleições deste ano.
A ação foi conduzida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Brigada Militar. A investigação está sob sigilo.
Além do vereador, foram cumpridos outros três mandados de prisão preventiva. Os alvos são um assessor parlamentar, um advogado e um ex-dirigente de uma instituição investigada. Os nomes não foram divulgados. Também foram executados nove mandados de busca e apreensão em Porto Alegre e Imbé.
De acordo com a investigação, uma empresa ligada à administração da organização investigada recebeu mais de R$ 1,9 milhão dos recursos analisados. A relação de alvos inclui ainda um servidor do Legislativo Municipal e dirigentes da entidade.
Até a última atualização, não havia manifestação oficial da defesa de Giovane Byl.
Câmara diz que colaborará com a investigação
O presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Moisés Barboza, afirmou que o Legislativo acompanha os procedimentos realizados nas dependências da Casa e que fornecerá informações e documentos quando forem formalmente solicitados.
Em nota, Barboza disse que a Câmara “seguirá prestando toda a colaboração necessária às autoridades responsáveis pela investigação”. O presidente também afirmou que devem ser respeitados a independência dos órgãos de investigação, o devido processo legal e o direito à ampla defesa.
A Câmara informou que aguardará o andamento das apurações e os esclarecimentos das autoridades antes de adotar, dentro de suas atribuições, eventuais providências.



