O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, afirmou nesta sexta-feira (11) que não pretende demitir servidores públicos caso seja eleito. A proposta prevê valorizar e treinar os funcionários, enquanto os cargos de confiança da administração federal passariam por uma revisão.
Durante entrevista ao SBT Brasil, Cury disse que existem 50 mil cargos de confiança e que pretende avaliar a possibilidade de cortar parte deles. O candidato mencionou a hipótese de eliminar 30% dessas posições, mas não informou quantos cargos seriam efetivamente extintos nem quanto seria economizado.
Cury também não apresentou uma relação dos ministérios que poderiam ser encerrados. Ele afirmou que divulgar essa lista durante a campanha poderia aumentar a polarização. Como exemplo, citou a possibilidade de reunir o Ministério da Agricultura e o Ministério da Pesca.
Auditoria e ajuste fiscal
O candidato defendeu uma auditoria na estrutura do Estado para identificar despesas que poderiam ser reduzidas. Segundo Cury, uma reorganização da máquina pública teria potencial para gerar uma economia de até 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Ele, porém, não explicou quais medidas levariam a esse resultado.
Ao ser questionado sobre ações concretas para o ajuste fiscal, Cury reconheceu que diminuir o número de ministérios teria efeito limitado sobre as despesas públicas. Em seguida, voltou a defender a extinção de cargos comissionados considerados dispensáveis.
O candidato diferenciou esses postos dos servidores concursados e reiterou que não pretende demitir os profissionais do funcionalismo. A entrevista integrou uma série do SBT Brasil com seis candidatos à Presidência da República que apareciam nas primeiras posições das pesquisas de intenção de voto.




