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Planilha de Dark Horse prevê US$ 4 milhões para ator de Bolsonaro

Inquérito da Polícia Federal detalha custos, projeções de bilheteria e pagamentos ligados ao filme financiado por Daniel Vorcaro.

Planilha de Dark Horse prevê US$ 4 milhões para ator de Bolsonaro
Foto: Reprodução

A planilha de custos do filme Dark Horse prevê um cachê de US$ 4 milhões para Jim Caviezel interpretar Jair Bolsonaro. O valor equivale a cerca de R$ 20,48 milhões na cotação registrada no documento. As duas parcelas aparecem como “talento principal parte 1” e “talento principal parte 2”, cada uma de US$ 2 milhões.

O material integra um inquérito da Polícia Federal que investiga suspeitas de irregularidades no financiamento da produção. O caso está relacionado às apurações sobre o Banco Master e foi tornado público por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, após determinação do presidente da Corte, Edson Fachin, em atendimento a um pedido da Procuradoria-Geral da República.

A planilha registra o orçamento previsto, mas não permite concluir se o pagamento a Caviezel foi realizado ou qual foi o custo final do filme. Documentos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras indicam que pelo menos US$ 12,3 milhões, equivalentes a R$ 63 milhões, foram pagos dos US$ 24 milhões, ou R$ 123 milhões, solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro.

A Polícia Federal apontou diferença entre os valores projetados para Dark Horse e os padrões observados no mercado audiovisual brasileiro. O relatório afirma que isso “reforça a necessidade de aprofundamento da investigação acerca da efetiva destinação dos recursos e da compatibilidade econômica da operação financeira identificada”.

Cachês e bilheteria projetada

Profissionais do cinema consideraram elevado o cachê previsto para Caviezel. Robert Downey Jr. recebeu US$ 4 milhões por Oppenheimer, enquanto Joaquin Phoenix recebeu US$ 4,5 milhões para interpretar o Coringa. Na sequência do filme, Phoenix teria recebido cerca de US$ 20 milhões, depois que o primeiro longa ultrapassou US$ 1 bilhão em bilheteria.

O cenário mais otimista de Dark Horse prevê arrecadação de US$ 100 milhões. O valor é semelhante ao obtido por Rivais, filme estrelado por Zendaya, que arrecadou US$ 96,1 milhões no mundo. O plano de negócios enviado a Vorcaro projetava US$ 45 milhões no cenário pessimista, US$ 70 milhões no conservador e US$ 100 milhões no otimista.

A previsão mínima ainda superaria a receita de Minha Mãe É uma Peça 3, que arrecadou R$ 180 milhões, cerca de US$ 35 milhões. Oppenheimer fez US$ 976 milhões em 2023, enquanto Coringa arrecadou cerca de US$ 1 bilhão em 2019.

Estrutura do orçamento

A maior parcela do orçamento de Dark Horse seria destinada à pós-produção, com 34,7%. A pré-produção representaria 27,8%; o cachê do protagonista, 16,7%; as filmagens, 13,9%; e o desenvolvimento, 6,9%.

Profissionais do setor consideraram pouco usual reservar 13,9% para as filmagens. Uma divisão mais comum, segundo eles, seria de 10% para desenvolvimento, 25% para pré-produção, 50% para filmagens e 15% para pós-produção.

Na planilha apresentada a Vorcaro, não há menção a despesas de distribuição, categoria que inclui o marketing. O diretor Cyrus Nowrasteh afirmou que a comparação de custos divulgada no Brasil seria inadequada porque o valor de Dark Horse incluiria marketing, enquanto orçamentos americanos costumam divulgar apenas a produção. A documentação analisada pela Polícia Federal, porém, não registra essa categoria.

Em áudio de 8 de setembro de 2025, Flávio Bolsonaro cobrou pagamentos e demonstrou preocupação com possíveis compromissos com Caviezel e Nowrasteh. Em 22 de outubro, afirmou que a produção estava “no limite”, pediu aviso caso Vorcaro não pudesse fazer o aporte e o convidou para um jantar com os artistas.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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