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Política

Flávio Bolsonaro é confrontado por versões sobre Master, filme e PIX

Senador negou relação com o filme Dark Horse, contestou recursos públicos na produção e atribuiu a Jair Bolsonaro a criação do PIX.

Master, filme, PIX e mais: as mentiras que Flávio Bolsonaro já contou

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou ter negociado com o banqueiro Daniel Vorcaro apoio ao filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, horas antes do vazamento de mensagens de áudio e texto sobre o assunto. Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal.

Na noite de quarta (13), ao se defender das acusações, o senador admitiu a relação com o longa-metragem, mas afirmou que a produção não recebeu dinheiro público. O filme, porém, teve R$ 2 milhões enviados por meio de emendas parlamentares do deputado federal Mário Frias (PL-SP), que também é roteirista da obra e foi ministro da Cultura no governo de Jair Bolsonaro.

Os recursos foram transferidos em 2024 ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira Gama, dona da Go UP Entertainment, empresa responsável pelas etapas de pré e pós-produção do filme. A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) acionou o Supremo Tribunal Federal contra Frias. O ministro Flávio Dino determinou que a Câmara dos Deputados informasse os endereços residenciais do deputado no Distrito Federal e em Brasília. O processo continua aberto.

Relações com o Banco Master

Em abril de 2026, Flávio classificou como “narrativa falsa” a associação entre políticos da direita e da extrema direita e o caso Master. A Polícia Federal investiga um suposto pagamento de R$ 300 mil mensais, além de outras vantagens, de Vorcaro ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro, em troca de favores no Parlamento.

Ciro protocolou no Senado a PEC 65/2023, elaborada pela assessoria do Master. A proposta ampliaria a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito e poderia favorecer o banco. O texto não avançou.

As investigações também alcançam doações de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, para campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em 2022. O ex-presidente recebeu R$ 3 milhões, enquanto o governador de São Paulo recebeu R$ 2 milhões.

PIX e fome

Em maio de 2026, durante uma entrevista coletiva em Florianópolis, Flávio participou de uma estratégia para associar Jair Bolsonaro à criação do PIX. O sistema foi lançado em novembro de 2020, mas começou a ser planejado em 2018, durante o governo de Michel Temer. O Banco Central criou naquele período um grupo de trabalho para estudar pagamentos instantâneos.

Em abril, o senador também atribuiu ao Governo Lula uma crise de pobreza extrema usando imagens de pessoas recolhendo comida no lixo. As cenas foram gravadas em outubro de 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro.

Contradições sobre o Supremo

Em abril de 2024, Flávio chamou de “fake news” a informação de que era contra o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Em entrevista ao programa Roda Viva, ele havia dito que o impedimento de um ministro do Supremo Tribunal Federal não resolveria os problemas do país.

Em julho de 2025, porém, protocolou no Senado um novo pedido de impeachment de Moraes, afirmando que o ministro havia rompido princípios constitucionais.

Outra divergência apareceu em propostas sobre a reeleição presidencial. Em março deste ano, Flávio apresentou uma PEC para acabar com a reeleição ao cargo de presidente da República. Dois meses depois, afirmou que pretendia governar por oito anos se fosse eleito. A declaração foi feita em 8 de maio, em Florianópolis, durante o lançamento da chapa de Jorginho Mello ao governo de Santa Catarina.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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