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Política

Flávio Bolsonaro confirma encontro com Vorcaro após primeira prisão

Senador afirmou que tratou com o banqueiro do financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro e negou irregularidades ou uso de dinheiro público.

O que Flávio Bolsonaro diz sobre encontro com Vorcaro após primeira prisão do banqueiro do Master

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que se encontrou com o banqueiro Daniel Vorcaro depois da primeira prisão dele, em novembro de 2025. O senador afirmou que a reunião tratou do financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e ocorreu quando Vorcaro usava monitoramento eletrônico e não podia deixar São Paulo.

“Fui, sim, ao encontro dele para botar um ponto final nessa história”, disse Flávio a jornalistas na saída de uma reunião com a bancada do PL, na sede do partido, em Brasília. Segundo o senador, caso soubesse antes da gravidade da situação envolvendo o banqueiro, teria procurado outro investidor.

Vorcaro foi preso pela primeira vez em 18 de novembro de 2025, na primeira fase da Operação Compliance Zero. Ele é investigado por crimes contra o sistema financeiro nacional. Em 28 de novembro, foi solto por decisão liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

O banqueiro voltou a ser preso em 4 de março, em outra etapa da operação. Desde então, passou por diferentes presídios e foi transferido para a carceragem da Polícia Federal, em Brasília. Ele negocia um possível acordo de colaboração premiada.

Financiamento do filme

A relação entre Flávio e Vorcaro tornou-se pública depois da divulgação de um áudio no qual o senador cobra informações sobre repasses supostamente combinados para financiar Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O valor total previsto seria de US$ 24 milhões, equivalentes a cerca de R$ 134 milhões na época. Entre fevereiro e maio de 2025, R$ 61 milhões teriam sido liberados.

Flávio inicialmente negou a existência do contato, mas depois admitiu a negociação. Ele afirmou que buscava patrocínio privado para um filme privado, sem dinheiro público e sem recursos da Lei Rouanet. Também disse que não ofereceu vantagens, não intermediou negócios com o governo e não recebeu dinheiro ou outro benefício.

“Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado”, afirmou em nota. O senador disse que o contato foi retomado depois de atrasos no pagamento das parcelas necessárias para concluir o filme e defendeu a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar o caso Master.

Em declarações anteriores, Flávio havia associado as suspeitas envolvendo o Banco Master ao PT, à esquerda e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após a divulgação do áudio, afirmou que eventuais novos registros de encontros ou contatos com Vorcaro tratariam apenas do filme e não trariam uma surpresa diferente.

Participação de Eduardo Bolsonaro

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro também alterou declarações sobre o projeto. Depois de negar participação na gestão financeira do filme, admitiu ter assinado contrato com a produtora para garantir a participação de um diretor de Hollywood.

Eduardo afirmou ter usado recursos próprios e disse que foi indicado como diretor-executivo da obra por sugestão da produtora. “Eu peguei R$ 350 mil e transformei em cerca de US$ 50 mil e mandei para os Estados Unidos”, declarou.

Pesquisa eleitoral

Uma pesquisa do instituto Atlas Intel divulgada em 19 de maio apontou queda nas intenções de voto de Flávio. No primeiro turno, ele passou de 39,7% para 34,3%. Lula oscilou 0,4 ponto percentual para cima e liderou o cenário.

Na simulação de segundo turno, Flávio caiu de 47,8% para 41,8%, enquanto Lula apareceu com 48,9%. Na pesquisa anterior, os dois estavam tecnicamente empatados. O resultado também colocou Lula à frente de Flávio no cenário de segundo turno do Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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