O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) associou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), antes da sessão em que a corte analisará a relação do magistrado com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Em pronunciamento, Flávio afirmou que o governo Lula teria ampliado o desequilíbrio entre as instituições ao atuar junto de parte do Supremo. “Não é à toa que isso tudo tá acontecendo”, disse, ao relacionar o episódio a um sistema que classificou como apodrecido.
O senador também direcionou críticas ao presidente para a área de segurança pública. Ele declarou que, se chegar ao governo, pretende classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas. Na fala, defendeu a retomada da soberania da segurança pública.
A análise do caso pelo plenário ocorre enquanto Moraes é alvo de críticas do bolsonarismo por sua atuação no inquérito das fake news e em outras investigações que envolvem aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Documentos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR), cujo sigilo foi retirado pelo STF na semana passada, indicam que Flávio mantinha contato direto com Vorcaro em negociações sobre investimentos no filme “Dark Horse”. A produção conta a trajetória de Jair Bolsonaro, que está preso por liderar uma tentativa de golpe de Estado ao fim de seu governo.
Os documentos também apontam que Eduardo Bolsonaro, outro filho do ex-presidente e residente nos Estados Unidos, administrava o dinheiro arrecadado para o longa-metragem.



