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Política

Pesquisa mostra disputa equilibrada entre Lula e Flávio Bolsonaro

Datafolha aponta recuperação de Flávio em grupos bolsonaristas e perda de força de Lula entre eleitores de baixa renda e do Nordeste.

Pesquisa mostra disputa equilibrada entre Lula e Flávio Bolsonaro

A corrida presidencial mostra consolidação das campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), segundo a nova pesquisa Datafolha. O levantamento indica que Lula atravessa a crise do Supremo Tribunal Federal (STF) sem sinais de desgaste, enquanto Flávio registra sua melhor fase e se aproxima do rival em diferentes recortes do eleitorado.

A disputa permanece equilibrada. Lula tenta recuperar apoio entre grupos que formaram a base de sua votação em 2022, enquanto Flávio mantém vantagem entre eleitores tradicionalmente ligados ao bolsonarismo. O reajuste do Bolsa Família aparece como uma estratégia de contenção para o presidente.

Flávio avança em grupos estratégicos

Depois do impacto do escândalo “Dark Horse”, em maio, Flávio apresentou uma sequência de variações positivas dentro da margem de erro. No primeiro turno, passou de 31% para 36%, seu maior índice numérico até agora. O movimento ocorreu depois da revelação de seu pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro.

No Sudeste, o senador avançou de 32% para 37%. Entre eleitores de classe média, foi de 35% para 41%, superando o nível anterior ao escândalo. Entre os evangélicos, chegou a 48%.

Os resultados mostram recuperação em segmentos considerados estratégicos pelo bolsonarismo. A disputa entre Flávio e Lula também se tornou mais acirrada nas simulações de primeiro e segundo turnos.

Lula tenta recuperar apoio

O reajuste do Bolsa Família foi anunciado a poucas semanas do primeiro turno. A medida busca recuperar terreno entre eleitores de baixa renda, moradores do Nordeste, pessoas com apenas o ensino fundamental e beneficiários do programa.

Na comparação com a mesma fase da campanha de 2022, Lula está seis pontos abaixo no Nordeste. Entre eleitores com renda inferior a dois salários mínimos, a diferença é de cinco pontos. Nesse grupo, o levantamento estima um déficit de quase 4 milhões de votos em relação à disputa passada.

A estratégia representa uma tentativa de levar Lula de volta ao patamar de 2022, em um cenário no qual o espaço para crescimento adicional é considerado limitado pelos dados apresentados.

Votos dos demais candidatos

A possibilidade de uma decisão no primeiro turno continua incerta. Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema somam 15% das intenções de voto, percentual que seria suficiente para levar a disputa ao segundo turno.

Entre os eleitores desses quatro candidatos, 48% afirmam que podem mudar de voto até a eleição. Na simulação de segundo turno, esse grupo demonstra maior afinidade com Flávio, com 44%, do que com Lula, com 27%.

Ainda assim, os números atuais não indicam uma migração em massa e concentrada em apenas um candidato. Por isso, a probabilidade de definição no primeiro turno permanece baixa.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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