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Tecnologia

AMD supera US$ 1 trilhão em valor de mercado pela primeira vez

Fabricante de chips teve alta de 9,6% nas ações e passou a integrar grupo de companhias americanas avaliadas na casa dos trilhões.

AMD supera US$ 1 trilhão em valor de mercado pela primeira vez
Foto: REUTERS/Steve Marcus

A Advanced Micro Devices (AMD) atingiu pela primeira vez um valor de mercado superior a US$ 1 trilhão (R$ 5,14 trilhões) nesta segunda-feira (21). A alta foi sustentada pela confiança dos investidores no avanço da empresa em soluções de computação para inteligência artificial.

As ações chegaram a US$ 613,50 (R$ 3.153,39), depois de subirem 9,6% durante a manhã. O preço foi o maior já registrado pelos papéis da fabricante de chips.

Com a valorização, a AMD passou a ser a quarta fabricante americana de semicondutores a alcançar esse patamar. O grupo também inclui Nvidia, Broadcom e Micron.

A Nvidia atingiu a marca em 2023 e hoje é a empresa mais valiosa do mundo, com valor de mercado acima de US$ 5 trilhões (R$ 25,7 trilhões). A companhia tem sido beneficiada pela procura crescente por tecnologias de inteligência artificial.

Disputa no mercado de inteligência artificial

Com sede em Santa Clara, na Califórnia, a AMD disputa com a Nvidia o mercado de unidades de processamento gráfico (GPUs), usadas na execução de tarefas de inteligência artificial. A empresa ampliou sua oferta e passou a vender, além de chips separados, sistemas completos com processadores, equipamentos de rede e outros componentes.

A companhia também fornece unidades centrais de processamento (CPUs), que trabalham com GPUs em servidores responsáveis pela execução de modelos de inteligência artificial. Esse avanço contribuiu para que a AMD conquistasse participação da Intel.

Desde o início de setembro, os papéis da empresa acumulam alta de mais de 26%. O movimento ganhou força depois que a AMD apresentou uma projeção de receita trimestral acima das estimativas de Wall Street, embora inferior às expectativas mais altas dos investidores.

A valorização ocorreu em meio à alta de outras empresas do setor. As ações da Intel avançaram cerca de 11% nesta segunda-feira, e as da Qualcomm subiram 4,1%. O índice de empresas de semicondutores dos Estados Unidos teve alta de 2,6% e alcançou o maior nível em um mês.

Acordo para supercomputadores

Em outubro do ano passado, o governo dos Estados Unidos anunciou uma parceria de US$ 1 bilhão (US$ 5,4 bilhões) com a AMD para desenvolver supercomputadores destinados à pesquisa científica.

Os equipamentos devem ser empregados em áreas como energia nuclear, tratamentos de câncer e segurança nacional. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e a presidente-executiva da AMD, Lisa Su, informaram que os sistemas também poderão apoiar pesquisas em energia de fusão, tecnologias de defesa e desenvolvimento de medicamentos.

A fusão nuclear, processo estudado para reproduzir na Terra uma reação que ocorre no Sol, envolve a colisão de átomos leves em um plasma submetido a calor e pressão extremos. Wright afirmou: "Fizemos grandes progressos, mas os plasmas são instáveis e precisamos recriar o centro do Sol na Terra".

Segundo o secretário, a inteligência artificial dos sistemas pode acelerar as pesquisas e produzir avanços práticos na geração de energia por fusão nos próximos dois ou três anos.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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