Um cachorro com vitiligo alcançou 2,2 milhões de visualizações no TikTok depois que sua tutora, Isabela de Ridder, publicou um vídeo do animal seguindo uma trend. Buddy, de 11 anos, chamou atenção pela pelagem despigmentada e pelo comportamento arteiro.
Nos comentários, internautas passaram a chamá-lo de “Buddy Jackson”, em referência ao cantor Michael Jackson, que também tinha vitiligo. Isabela, de 21 anos, disse que a família ficou surpresa com a repercussão e satisfeita por mais pessoas conhecerem a história do cão.
A mudança na pelagem começou uma década depois da morte da avó de Isabela, Andrée Gabrielle, que tinha Buddy como xodó. Ela morreu em 6 de julho, no mesmo dia em que o cachorro completou 10 anos. Isabela contou que morou com a avó por seis anos e que Buddy se tornou companheiro da idosa.
“Até umas 22h ele ficava lá com ela, tinha toda rotina deles”, relembrou Isabela. Segundo ela, a avó colocava uma manta na cama do animal, dava bifinho e água de coco.
Diagnóstico e cuidados
A família inicialmente associou as manchas brancas ao envelhecimento. Como elas aumentaram, os tutores levaram Buddy ao veterinário. A confirmação do vitiligo veio após biópsias de áreas com pelos pretos e das manchas brancas, além de outros exames.
O cão usa protetor solar, evita os horários de maior intensidade do sol e recebe atenção especial nas patas e no focinho. A família também utiliza shampoos e outros produtos hipoalergênicos e mantém uma alimentação balanceada.
A dermatologista veterinária Mayara Andrade Grottone explicou que o vitiligo é uma doença adquirida que causa a perda progressiva das células responsáveis pela produção de melanina, pigmento que dá cor à pele e aos pelos. A alteração, porém, não significa necessariamente que o animal tenha a doença: outras causas precisam ser investigadas.
O diagnóstico é principalmente clínico, com análise do histórico, da evolução e da distribuição das áreas despigmentadas. Em alguns casos, a biópsia com exame histopatológico pode ajudar. De modo geral, a doença não compromete a saúde do cão, mas as áreas sem pigmentação ficam mais vulneráveis à radiação solar.
Mesmo com o diagnóstico, Buddy mantém a rotina. Ele passeia pela orla, vai ao shopping e continua ativo. Também sabe abrir portas e pular pela janela. “Ele sempre destruiu tudo, muito bagunceiro”, contou Isabela.



