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Bugio-ruivo é filmado sobre fios de energia em Peruíbe

Animal foi visto na Serra do Guaraú; Fundação Florestal orienta que moradores não interfiram na fauna silvestre.

Bugio-ruivo é filmado sobre fios de energia em Peruíbe
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um bugio-ruivo foi filmado enquanto caminhava sobre fios de energia elétrica na Serra do Guaraú, em Peruíbe, no litoral de São Paulo. Pessoas que passavam pelo local observaram e registraram o deslocamento do animal pela fiação.

A Neoenergia Elektro, responsável pelo fornecimento de energia na região, informou que as redes de baixa e média tensão têm revestimento de proteção. Segundo a empresa, a estrutura ajuda a diminuir o risco de choques elétricos em animais silvestres.

A Fundação Florestal afirmou que a presença de bugios-ruivos, da espécie Alouatta guariba, na Serra do Guaraú está dentro da distribuição natural do animal na Mata Atlântica do litoral sul paulista. A instituição também explicou que o deslocamento por fios elétricos não é incomum, embora a rede possa oferecer riscos.

Não houve registro de incidente com o bugio visto nas imagens, informou a fundação. Moradores e visitantes foram orientados a não interferir no comportamento da fauna silvestre.

Hábitos e características

Segundo o biólogo Eric Comin, o bugio-ruivo vive principalmente nas copas das árvores e raramente vai ao solo. Sua alimentação inclui folhas, frutos, brotos e sementes.

Quando a vegetação apresenta interrupções, os animais podem usar postes, cercas e fios elétricos como caminho. Machos adultos têm pelagem ruiva ou avermelhada, enquanto fêmeas e filhotes apresentam coloração castanho-escura.

O bugio também é conhecido pela vocalização intensa, audível a quilômetros de distância. A espécie enfrenta a perda e a fragmentação do habitat, além de outros riscos relacionados à presença humana.

Os animais são bastante suscetíveis à febre amarela e, de acordo com Comin, funcionam como sentinelas da circulação do vírus em áreas de mata.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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