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Dengue se espalha na Flórida, com 95 casos locais desde julho

Surto no condado de Hillsborough inclui uma morte ainda não confirmada pelo Departamento de Saúde da Flórida.

Dengue se espalha na Flórida, com 95 casos locais desde julho
Foto: Reuters

O condado de Hillsborough registrou 95 casos de dengue adquiridos localmente desde julho de 2026. Em agosto, o Departamento de Saúde do Condado de Hillsborough emitiu um alerta sobre doenças transmitidas por mosquitos após relatos de vários casos.

Uma idosa morreu em 8 de setembro de 2026. A família afirma que médicos locais atribuíram a morte à dengue, mas o Departamento de Saúde da Flórida ainda não confirmou essa causa.

A dengue é transmitida principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti, comum na Flórida. O inseto pode se reproduzir em pequenas quantidades de água parada, como uma tampa de garrafa, e costuma picar durante o dia. O ciclo de transmissão ocorre quando o mosquito pica uma pessoa infectada e, dias depois, transmite o vírus a outra pessoa.

Aproximadamente 3 em cada 4 pessoas infectadas não apresentam sintomas. Entre os demais, os sinais aparecem de quatro a dez dias depois da picada e podem incluir febre alta repentina, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, nas articulações e nos ossos, náusea, vômitos e manchas na pele.

Risco de agravamento

Cerca de um em cada 20 pacientes evolui para dengue grave, geralmente entre o terceiro e o sétimo dia, quando a febre começa a baixar. Nessa fase, pequenos vasos sanguíneos podem vazar líquido, a pressão arterial pode cair e podem ocorrer hemorragias ou danos aos órgãos.

Dor abdominal intensa, vômitos repetidos, sangramento nas gengivas ou pelo nariz, sonolência extrema ou agitação e sangue no vômito ou nas fezes são sinais de alerta. Bebês, mulheres grávidas, adultos com mais de 65 anos e pessoas com diabetes, obesidade ou doença renal estão entre os grupos de maior risco.

Sem tratamento, a dengue grave pode causar a morte de até 10% dos pacientes. Com atendimento hospitalar imediato, essa proporção cai para menos de um em cada 100.

Não há medicamento antiviral para curar a doença. Para quem pode permanecer em casa, a orientação é repouso, ingestão de líquidos e uso de paracetamol para febre e dor. Aspirina, ibuprofeno e outros anti-inflamatórios não esteroides devem ser evitados porque aumentam o risco de sangramento.

Expansão da doença

A Organização Mundial da Saúde contabilizou mais de 14 milhões de casos em 2024, em cerca de 100 países. O total foi 2.600% maior que os mais de 505 mil casos registrados em 2000. Temperaturas mais altas, crescimento urbano e viagens internacionais contribuem para a expansão dos mosquitos e do vírus.

Nos Estados Unidos, a maior parte dos casos ainda está relacionada a viagens. Em 2023, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças relataram quase 1.900 casos desse tipo. Entre os 50 estados, a Flórida apresenta o maior risco. O condado de Miami-Dade registrou mais de 300 infecções adquiridas localmente entre 2010 e 2024.

Quem tiver febre repentina após uma viagem a uma área com dengue ou exposição a mosquitos no sul da Flórida deve procurar um médico e informar onde esteve. O uso de repelente, roupas de mangas compridas e a eliminação de água parada ajudam a reduzir o risco de picadas.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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