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Eldorado retoma limpeza após enchente que deixou lama e prejuízos

Moradores e comerciantes retiram móveis, lixo e barcos das ruas após o rio Ribeira do Iguape transbordar no fim de semana.

Eldorado retoma limpeza após enchente que deixou lama e prejuízos
Foto: Bruno Santos/Folhapress

ELDORADO (SP) — Moradores e comerciantes começaram a limpar o centro de Eldorado nesta terça-feira (15), depois que a água da enchente baixou durante a madrugada. Barcos ficaram encalhados nas calçadas, enquanto móveis estragados e lixo se acumulavam nas ruas.

A inundação atingiu cidades do Vale do Ribeira. Dez das 22 cidades da região estiveram entre as que mais receberam chuva nos últimos dias, conforme boletim divulgado pela Defesa Civil nesta segunda-feira.

Sônia Maria de Azevedo, 54, passou a noite de domingo para segunda-feira sem dormir. Pela manhã, foi a um centro cultural transformado pela prefeitura em ponto de distribuição para buscar produtos de limpeza e lavar sua tapeçaria. Ela ainda não havia conseguido voltar para casa, de onde saiu de caiaque no domingo.

A comerciante conseguiu retirar as máquinas de costura, mas perdeu mesas de corte e outros equipamentos. Com ajuda de caminhões de bananeiros, também removeu móveis de casa. Muitos moradores ainda calculavam os prejuízos.

Douglas Barreiros Guedes, 36, limpava a pizzaria, aberta há um ano e meio, quando a porta de vidro estourou e cortou seu braço. Mesmo ferido, continuou usando o rodo para retirar a lama. Ele estima que o estabelecimento leve uns dois meses para reabrir e disse ter perdido a geladeira e outros itens.

O açougueiro Drauzio Pontes, 65, mantém o comércio há 48 anos na rua Doutor Nuno Silva Bueno. Segundo ele, o local já foi inundado várias vezes. Desta vez, conseguiu retirar quase tudo antes de a água passar de um metro de altura, mas perdeu uma câmara fria.

Famílias ainda isoladas

O prefeito Noel Castelo da Costa disse que essa foi a terceira maior enchente dos últimos anos, atrás das ocorridas em 1997 e 2011. A prefeitura havia se preparado para uma elevação de 9 metros, mas a água chegou a 12 metros e meio a 13 metros após o transbordamento do rio Ribeira do Iguape.

No sábado, Costa publicou um vídeo pedindo que os moradores deixassem suas casas. Ainda havia famílias isoladas. Na região da rua RB, a rua Doutor Júlio César da Silva, a 300 metros do centro, não era possível chegar a pé.

Tiago Lima, 31, decidiu no sábado ir à casa da mãe, que fica no RB, em vez de permanecer em sua própria residência. Ao voltar na segunda-feira, encontrou quase todos os móveis perdidos. Ele havia acabado de colocar o fogão na calçada quando resumiu a situação: “Agora é limpar e começar de novo.”

Os problemas começaram na quarta-feira (9), com fortes chuvas no Paraná. A cheia dos rios que cortam o Vale do Ribeira provocou danos nas redes de abastecimento de água e energia e interdições em rodovias. Meteorologistas relacionam os temporais no Paraná e em São Paulo aos efeitos do El Niño, que ainda ganhava força.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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