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Cheia isola aldeia indígena e mobiliza operação no Vale do Ribeira

Aldeia Takuari, em Eldorado, ficou isolada após a cheia do rio Taquari; equipes levaram água, alimentos e produtos de limpeza de barco.

Cheia isola aldeia indígena e mobiliza operação no Vale do Ribeira
Foto: Bruno Santos/Folhapress

A cheia do rio Taquari isolou a aldeia indígena Takuari, em Eldorado, no Vale do Ribeira, desde sábado (12). A água atingiu várias casas da comunidade, que reúne cerca de 50 pessoas. Os moradores buscaram abrigo em uma área mais alta e voltaram na terça-feira (15), depois que a chuva parou e o nível do rio começou a baixar.

O retorno encontrou lama e sujeira. Até a noite de terça-feira, o acesso por terra continuava interditado, inclusive para veículos 4x4. A comunidade, de origem tupi-guarani, ocupa uma área de 2.278 hectares de Mata Atlântica e se desloca de carro.

A Defesa Civil paulista organizou uma operação para levar mantimentos, água, produtos de limpeza e ração para animais. A ação terminou na noite de terça-feira e utilizou cinco barcos: dois dos bombeiros, um da Polícia Militar Ambiental e dois do Comando de Operações Especiais (COE). A viagem partiu do bairro Itapeúna e durou cerca de meia hora.

O líder indígena Timóteo Verá Tupã Popygua relacionou a cheia às mudanças climáticas. “Estamos aqui há 14 anos e nunca deu uma chuva com essa intensidade”, afirmou. Segundo ele, os moradores ficaram no mato, em um ponto mais alto e seguro.

Os primeiros socorristas chegaram na noite anterior, após equipes usarem drones para mapear a navegação em meio à chuva. O capitão Fábio Cintra, comandante do COE, disse que era necessário identificar o ponto de desembarque e as necessidades da comunidade. A correnteza e a lama no leito do rio dificultaram a operação, cujo planejamento levou cerca de quatro horas.

Rodrigo José Silva Aguiar, gestor da Fundação Florestal na APA dos Quilombos do Médio Ribeira, afirmou que os mantimentos haviam acabado e faltava água para consumo humano. A operação também contou com a Fundação Florestal.

A Defesa Civil informou que o acesso por terra poderia ser restabelecido na quarta-feira (16), com o envio de colchões de caminhão para a aldeia. Outras quatro regiões isoladas foram alcançadas nos dois dias anteriores, incluindo comunidades quilombolas.

Em Eldorado, havia 60 famílias desabrigadas na terça-feira, hospedadas com parentes ou amigos. O prefeito Noel Castelo da Costa estimou que precisaria de dois ou três dias para saber o total de atingidos. No Vale do Ribeira, eram 130 famílias desabrigadas e 20 desalojadas. Em Sete Barras, cerca de 450 imóveis foram afetados e houve 25 desalojados. Em Registro, havia cerca de 150 pessoas desabrigadas e 11 desalojadas.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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