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Hora Extra: égua chega à Ulbra para possível reprodução com Caramelo

Égua Crioula de seis anos foi doada à Ulbra e passará por exames e adaptação antes de qualquer tentativa de acasalamento.

Hora Extra: égua chega à Ulbra para possível reprodução com Caramelo
Foto: Reprodução; Bruno Todeschini/Grupo RBS

A égua Hora Extra chegou ao Hospital Veterinário da Ulbra para iniciar a adaptação ao espaço onde vive Caramelo, cavalo que se tornou símbolo de resistência durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul. A proposta é avaliar uma possível reprodução entre os animais, mas qualquer tentativa de acasalamento dependerá de exames e da adaptação da equina ao novo ambiente.

Hora Extra desembarcou na última quarta-feira (9), vinda de uma propriedade rural de São Sebastião do Caí, no Vale do Caí. Com seis anos, a égua Crioula foi doada à universidade e passou a integrar o grupo de animais acolhidos pela instituição.

Origem do nome

A veterinária Laura Martins Cezimbra afirmou que a explicação para o nome veio dos antigos proprietários. Segundo ela, a égua teria permanecido alguns dias a mais no útero da mãe. “Então, ela já estava fazendo 'hora extra' na barriga da mãe. Por isso, ficou esse nome”, disse.

A letra inicial também segue uma prática comum entre criadores de cavalos. No ano de nascimento da equina, a letra definida para os nomes era H. A equipe, porém, não sabe ao certo a origem completa da denominação e recebeu essa informação dos antigos donos.

A escolha do animal considerou o fato de ela não ter histórico de reprodução, além do perfil dócil. Hora Extra também poderá ser usada em atividades práticas do curso de Medicina Veterinária. Como vivia solta no campo, chegou mais magra e com bastante pelagem. A universidade pretende melhorar suas condições físicas para uma eventual gestação.

Adaptação ao lado de Caramelo

Os dois animais permanecem em piquetes vizinhos, sem convivência direta. O arranjo permite que se enxerguem e fiquem próximos durante os primeiros dias. De acordo com Cezimbra, Caramelo demonstrou interesse pela nova companheira. “O Caramelo se demonstrou bastante interessado, relinchando, a gente vê que ele tem interesse”, explicou.

A diretora da unidade também descreveu Hora Extra como receptiva e mansa. A égua chegou saudável e está sendo observada enquanto passa pelos exames médicos.

A ideia de permitir que Caramelo tenha um filhote surgiu do vínculo criado entre o cavalo e o público que acompanha sua trajetória desde o resgate. Segundo Cezimbra, seguidores pedem novidades sobre a vida do animal e demonstram interesse em acompanhar novas fases.

A iniciativa não está relacionada à preservação genética. A universidade afirma que o projeto considera o significado afetivo atribuído a Caramelo depois da enchente. Como é um garanhão, ele não pode viver livremente em grupo, mas mantém contato próximo com outros equinos do campus, incluindo fêmeas.

Vida de Caramelo na Ulbra

Caramelo vive no campus da Ulbra, em Canoas, e tem cerca de 11 anos. Durante a noite, permanece em um espaço protegido; durante o dia, fica solto em um piquete próprio de 250 metros quadrados, onde corre, pasta e rola na grama.

O cavalo foi resgatado durante as enchentes por equipes do Corpo de Bombeiros de São Paulo, com acompanhamento de veterinários. Ele precisou ser sedado para o transporte em um bote e depois foi levado ao hospital veterinário. O cavalo Crioulo é considerado animal-símbolo do Rio Grande do Sul e patrimônio cultural desde 2002.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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