José Flores, de 119 anos, pode se tornar o homem mais longevo da história caso sua idade seja reconhecida pelo Guinness dos recordes. A Associação Península de Nicoya Zona Azul reúne documentos para comprovar que o costa-riquenho nasceu em 11 de julho de 1907.
Flores vive em Sardinal, na península de Nicoya, e sua carteira de identidade registra como local de nascimento Las Lajas Cañas, na província de Guanacaste. O presidente da associação, Jorge Vindas, afirmou que ainda aguarda dois documentos necessários para concluir o pedido de reconhecimento.
A francesa Jeanne Calment, que morreu em 1997 aos 122 anos, é apontada como a pessoa que mais tempo viveu. Entre os homens, o recordista é o japonês Jiroemon Kimura, morto em 2013 aos 116 anos. O brasileiro João Marinho Neto, de 113 anos, é atualmente o homem mais velho, segundo o Guinness.
Vida em Sardinal
Flores atribui sua longevidade à fé. “Deus é o segredo”, disse, falando com dificuldade em casa. A península de Nicoya é uma das cinco regiões azuis identificadas por pesquisadores como locais onde os habitantes vivem mais tempo e em boas condições de saúde.
A neta de Flores, Hellen Flores, conta que ele trabalhou em uma empresa bananeira e como agricultor. Quando jovem, fumava, bebia e lutava boxe. Hoje, ainda bebe whisky ocasionalmente, joga dominó, assiste à televisão e descansa em uma poltrona. Ele usa andador e toma dois comprimidos e remédios em gotas para a próstata e o coração.
Viúvo há 23 anos, Flores teve oito filhos, um dos quais morreu. Segundo a neta, sua rotina inclui atividades à tarde, e a família atribui sua longevidade à alimentação e aos cuidados recebidos. Aos 105 anos, ele ainda dançava, carregava o facão e saía para fazer tarefas.
A presidente Laura Fernández visitou Flores em julho e ordenou a construção de uma casa adequada para uma pessoa de 119 anos. Em seu aniversário, a Liga Deportiva Alajuelense lhe presenteou com uma camisa com o número 119. Aos jovens, ele deixou uma recomendação: “Trabalhem como eu”.



