A autoridade de segurança alimentar da Índia abriu três ações contra a Nestlé após identificar problemas em produtos destinados a bebês. Em uma das apurações, uma fórmula infantil apresentou quantidade de biotina, também conhecida como vitamina B7, fora dos parâmetros previstos na legislação do país.
O caso foi informado nesta sexta-feira (18) pela Autoridade de Segurança e Padrões Alimentares da Índia (FSSAI). O órgão disse que uma nova análise confirmou que a amostra não atendia aos requisitos indianos para a substância. A autoridade não informou se determinará o recolhimento do produto das lojas.
A Nestlé declarou que seus produtos estão "totalmente de acordo com todas as normas aplicáveis" e afirmou que continuará trabalhando com a FSSAI. A empresa não comentou especificamente o resultado da análise sobre a fórmula.
Outros produtos citados
As outras duas ações envolvem os produtos NAN Excella Pro Stage 1 e Lactogen Pro 1. De acordo com a FSSAI, os itens continham informações consideradas enganosas e em desacordo com as regras indianas.
A Nestlé Índia informou ter enviado novamente às autoridades uma resposta detalhada sobre os dados exibidos nos rótulos. A empresa afirmou que as informações são baseadas em fatos e sustentadas por estudos científicos. Também disse que as embalagens tinham sido aprovadas pelo comitê de especialistas da própria FSSAI.
Medidas no Brasil
Em janeiro deste ano, a Anvisa proibiu a venda, a distribuição e o uso de alguns lotes das fórmulas infantis Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, fabricadas pela Nestlé Brasil.
A decisão ocorreu após a identificação de possível presença de cereulida, toxina produzida por algumas cepas da bactéria Bacillus cereus. A Nestlé iniciou o recolhimento voluntário dos lotes envolvidos no Brasil e em outros países. A suspeita estava ligada a um ingrediente fornecido por uma empresa terceirizada.
A cereulida pode provocar vômitos persistentes, diarreia e cólicas, além de letargia — sonolência excessiva, lentidão dos movimentos e dificuldade de reação. A agência de segurança alimentar do Reino Unido afirmou que a toxina pode resistir ao cozimento, à água fervente e à fabricação das fórmulas.



