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Nestlé amplia compras de cacau no Brasil e busca reduzir uso de fertilizantes

CEO Philipp Navratil afirmou que a empresa trabalha com centenas de fazendas brasileiras para elevar qualidade e produtividade.

Nestlé amplia compras de cacau no Brasil e busca reduzir uso de fertilizantes
Foto: Alexandre Meneghini/Reuters

A Nestlé ampliou as compras de cacau no Brasil, onde a produção está crescendo, afirmou o CEO da empresa, Philipp Navratil. A companhia suíça também trabalha com agricultores em técnicas que exigem menos fertilizantes.

Navratil disse que a Nestlé estabeleceu relações com centenas de fazendas brasileiras para compartilhar informações sobre agricultura regenerativa. A iniciativa busca elevar a qualidade e a produtividade das plantações e melhorar a cadeia de suprimentos.

O executivo afirmou que a empresa pretende tornar o abastecimento mais resiliente depois de choques recentes que levaram os preços do cacau a níveis recordes. “Isso significa diversificar o abastecimento”, disse Navratil.

A Nestlé também quer reduzir o uso de fertilizantes convencionais para diminuir custos, em um cenário de alta nos preços dos insumos agrícolas associada ao conflito no Oriente Médio. A entrevista ocorreu na fábrica da companhia em Caçapava (SP), maior unidade de produção mundial do chocolate KitKat.

Produção brasileira

O Brasil era um dos principais fornecedores globais de cacau na década de 1970, antes de uma doença fúngica conhecida como vassoura de bruxa dizimar plantações. Nos últimos anos, fazendas de grande porte retomaram a produção com árvores mais resistentes.

As árvores de cacau levam até cinco anos para atingir o pleno potencial de produção. Por isso, mudanças relevantes na cadeia global de abastecimento devem levar tempo.

O Equador expandiu suas plantações ao longo dos anos e se aproxima do volume produzido por Gana, o segundo maior fornecedor mundial, com mais de 600 mil toneladas métricas anuais de grãos.

O Brasil ainda produz apenas o suficiente para o consumo interno. O governo prevê que a produção dobre em cinco anos, chegando a cerca de 400 mil toneladas.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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