BENGALORE — A Paramount e o procurador-geral da Califórnia discutem concessões para tentar viabilizar a compra da Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões (R$ 564,04 bilhões). Entre as medidas está um investimento de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,69 bilhões) em produções no estado americano.
O processo aberto pela Califórnia e por outros 11 estados é um dos últimos obstáculos ao negócio. A ação foi apresentada em julho, sob o argumento de que a empresa resultante da fusão teria poder para elevar os preços de filmes e conteúdos televisivos.
Medidas em discussão
As negociações incluem o compromisso de manter os dois complexos de estúdios e permanecer na Califórnia. Também estão em análise possíveis penalidades caso a Paramount não cumpra a promessa de produzir 30 filmes por ano depois da fusão. Uma das medidas consideradas seria a venda da participação da empresa na Miramax, conhecida por filmes como “Onde os Fracos Não Têm Vez” e “Pulp Fiction: Tempo de Violência”.
Outras propostas envolvem a venda de alguns canais de TV por assinatura e a criação de um conselho para ajudar a assegurar a independência editorial da CNN. Também foram discutidos o monitoramento independente do conteúdo da emissora e um compromisso com lançamentos nos cinemas.
Um porta-voz da Procuradoria-Geral da Califórnia afirmou que as conversas são confidenciais e que não poderia confirmar nem negar sua realização ou o conteúdo atribuído a elas. A Paramount não respondeu de imediato a um pedido de comentário feito fora do horário comercial.
O CEO da Paramount, David Ellison, colocou o futuro da empresa na consolidação dos dois estúdios de Hollywood e na reunião de seus ativos de televisão.



