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Disputa entre duas onças é registrada durante safári noturno no Pantanal

Anambé e Miúdo foram filmados em confronto diante da fêmea Kwara, que permaneceu escondida na vegetação.

Disputa entre duas onças é registrada durante safári noturno no Pantanal
Foto: Carol Prange/Onçafari

Anambé e Miúdo, dois machos de onça-pintada monitorados pelo Onçafari, ficaram com arranhões e mordidas depois de uma disputa registrada durante um safári noturno no Pantanal de Miranda (MS). A cena foi filmada pela guia e fotógrafa Carol Prange, da ONG.

A equipe de campo havia encontrado Anambé e a fêmea Kwara juntos. O macho, porém, rosnava voltado para outra direção. Quando a área foi iluminada, Miúdo apareceu. Os dois passaram a vocalizar um para o outro e depois entraram em confronto. Kwara permaneceu escondida na vegetação durante a briga, que assustou os turistas do passeio.

Segundo o Onçafari, os dois machos são identificados pelas câmeras trap desde 2024. As observações diretas começaram somente neste ano, depois da dispersão de Timburé e Divino, outros dois machos.

“Monitorar esses grandes felinos em vida livre nos proporciona momentos únicos como esse”, relatou a equipe nas redes sociais. A organização afirmou que esse tipo de acompanhamento permite observar comportamentos naturais, como disputas por território e por fêmeas.

Comunicação e marcação de território

As vocalizações fazem parte da comunicação das onças-pintadas. O esturro, chamado emitido em tons diferentes, pode servir para chamar filhotes, afastar competidores ou atrair machos. De acordo com o Onçafari, esses sons também carregam informações e participam das interações sociais entre os animais.

A espécie marca seu território de várias maneiras: deposita fezes e urina, risca o chão com as patas — marcas conhecidas como scrapes — e arranha árvores. Os arranhões também podem ajudar a afiar as garras. Ao se esfregarem em árvores, arbustos e rochas, as onças deixam informações olfativas que podem indicar, entre outros sinais, a receptividade de uma fêmea para o acasalamento.

Na caça, esses animais apresentam estratégias próprias. Em vez de normalmente sufocar as presas com uma mordida no pescoço, como fazem outros grandes felinos, podem atacar a base do crânio, na parte posterior do pescoço, ou o focinho. Também conseguem perseguir e capturar animais na terra, na água e em árvores.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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