CORUMBÁ — Uma sucuri-amarela foi registrada durante dois dias enquanto comia restos de peixes descartados por pescadores na margem do Rio Paraguai, em Corumbá. As imagens foram feitas no início de dezembro de 2025, na prainha do Porto Geral, e compartilhadas pelo fotógrafo Guilherme Giovanni nesta terça-feira (8).
Giovanni se dedica há 16 anos a fotografar a natureza do Pantanal sul-mato-grossense. Ele costuma visitar o atrativo turístico nas primeiras horas da manhã e, em algumas ocasiões, retorna à tarde para registrar o pôr do sol.
Durante uma dessas visitas, o fotógrafo viu a cobra sair debaixo de pedras, atraída pelos restos de peixe deixados na margem. O descarte também atraía aves como biguás e gaivotas. Diante da oportunidade, Giovanni permaneceu horas no local, observando os movimentos da serpente e mantendo distância para evitar estressá-la.
Nos registros, a sucuri-amarela aparece saindo lentamente debaixo das pedras e abocanhando grandes pedaços de peixe. A espécie é uma das encontradas no bioma.
Alerta sobre aproximação
Em um domingo, quando voltou ao local para fazer novos registros, Giovanni afirmou ter visto outras pessoas se aproximarem da sucuri com pedras e pedaços de pau. Segundo ele, a situação quase terminou mal.
O fotógrafo pediu que animais como a cobra não sejam perseguidos nem maltratados. A orientação é manter distância e deixar que o animal siga seu caminho.
Giovanni também afirmou, com base em sua experiência de observação, que animais de pequeno porte podem ser presas quando estão próximos. Humanos, segundo ele, não fazem parte da alimentação habitual da sucuri.



