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Exame Panxeon identifica 86,8% dos tumores iniciais de pâncreas em estudo

Teste combina dez microRNAs e o marcador CA 19-9, mas ainda precisa de estudos maiores antes de uso clínico.

Exame Panxeon identifica 86,8% dos tumores iniciais de pâncreas em estudo

Um exame de sangue experimental identificou 86,8% dos casos de adenocarcinoma do pâncreas nos estágios 1 e 2 em um estudo com 1.785 participantes. Desenvolvido por pesquisadores dos Estados Unidos, o teste foi chamado de Panxeon e teve os resultados publicados na quarta-feira (16), na revista Nature Medicine.

O exame combina uma assinatura formada por dez microRNAs, moléculas envolvidas na regulação da atividade dos genes, com a concentração sanguínea do marcador tumoral CA 19-9. Um modelo computacional usa esses dados para estimar a probabilidade de câncer pancreático.

A taxa de 86,8% representa a sensibilidade do teste: a parcela dos participantes que tinham tumores nos estágios iniciais e foram identificados pelo exame. Esse percentual não indica que 87% de todas as pessoas testadas receberiam um diagnóstico correto de câncer.

Desempenho variou conforme o grupo de comparação

A pesquisa foi prospectiva, multicêntrica e observacional, com participantes de quatro países. Os grupos foram organizados para desenvolver, validar e testar a assinatura molecular. Na etapa de teste, a combinação dos microRNAs com o CA 19-9 alcançou sensibilidade de 86,8% para tumores nos estágios 1 e 2.

O resultado, porém, mudou de acordo com o grupo de pessoas sem câncer usado como referência. Entre indivíduos classificados como de baixo risco, 3,2% receberam resultados falso positivos. No grupo considerado de alto risco, essa taxa foi de 15,6%. O falso positivo ocorre quando o exame sugere a presença da doença em alguém que não tem câncer.

A versão baseada somente nos microRNAs apresentou sensibilidade de 83,8% para os casos iniciais. Na coorte de teste, a área sob a curva ROC, medida usada para avaliar a capacidade de diferenciar pessoas com e sem a doença, foi de 88,6%.

Os pesquisadores afirmam que o Panxeon não teria necessariamente a função de substituir exames de imagem ou confirmar sozinho um diagnóstico. Uma possível aplicação seria auxiliar na seleção de pessoas que precisam de investigação adicional, sobretudo aquelas com fatores de risco para câncer pancreático.

O estudo também incluiu pessoas com cistos pancreáticos classificados como de alto risco. Nessa parcela, o exame identificou 64,3% dos casos de displasia de alto grau, alteração que pode anteceder um câncer invasivo. O teste poderia, no futuro, contribuir para definir quais pacientes precisam de avaliação mais aprofundada.

Apesar do desempenho observado, o Panxeon ainda está em fase experimental. Os autores dizem que são necessários estudos prospectivos de maior escala para avaliar sua utilidade clínica.

A pesquisa analisou ainda a possibilidade de usar o marcador para acompanhar a evolução da doença. Em um grupo de apenas 19 pacientes, os níveis da assinatura de microRNAs caíram durante a quimioterapia antes da cirurgia e depois do procedimento. Antes da ocorrência de uma recidiva, os níveis voltaram a subir. Os pesquisadores consideram esse resultado exploratório por causa do número reduzido de participantes.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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