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Perícia aponta lesões compatíveis com impacto no caso Isabelle Caracristi

Estudante de Direito foi encontrada morta no condomínio onde morava com o namorado, em Fortaleza; investigação ainda não definiu a dinâmica do caso.

Perícia aponta lesões compatíveis com impacto no caso Isabelle Caracristi
Foto: Arquivo pessoal

A estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, morreu no pátio do condomínio onde morava com o namorado, em Fortaleza. A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) informou que as lesões encontradas no corpo são compatíveis com impacto contra o solo. Exames laboratoriais não detectaram substâncias de interesse toxicológico.

A causa e a dinâmica da morte ainda não foram determinadas. A Polícia Civil do Ceará já ouviu quatro pessoas, e outros quatro depoimentos estão agendados, conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS). Imagens de câmeras do condomínio também são analisadas.

Investigação

Uma equipe da Perícia Criminal da Pefoce foi chamada na noite de 13 de setembro. As informações reunidas no atendimento indicam que o óbito ocorreu na mesma data, por volta de 20h40, no bairro Aldeota. A SSPDS afirmou que os trabalhos continuam e que a dinâmica da morte só poderá ser definida após a conclusão das investigações.

O caso passou a ter repercussão nas redes sociais na sexta-feira (18), quando a mãe de Isabelle, a professora universitária Isorlanda Caracristi, publicou um vídeo pedindo explicações e justiça. Segundo o relato da mãe, a jovem havia dito que sentia dores no pescoço e pretendia passar o fim de semana com ela.

Isabelle esteve com a mãe no sábado, 12 de setembro, para o aniversário de um familiar. No domingo, disse que iria a uma missa e procissão na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Fortaleza, com o namorado e a mãe dele. Mais tarde, enviou duas mensagens à mãe, uma delas com a frase “Mãe, eu te amo”.

Ao não conseguir mais falar com a filha, Isorlanda tentou contato com o namorado por ligações e mensagens. A professora afirmou que estava bloqueada nas redes sociais dele. Ao chegar ao condomínio acompanhada do irmão, recebeu da síndica a informação de que Isabelle havia morrido na noite anterior e que o corpo fora levado à sede da Perícia Forense.

Relacionamento

Isorlanda relatou que a filha cursava o segundo semestre de Direito e havia começado um estágio, em julho, em um escritório de advocacia de Fortaleza. Foi nesse período que Isabelle conheceu o namorado, João Munhoz, que era um dos sócios do escritório e passou a ser seu supervisor direto.

O escritório informou, em nota, que Munhoz exercia exclusivamente atividades administrativas e que deixou de prestar serviços à empresa. Também afirmou que Isabelle trabalhou no local por aproximadamente 20 dias, do final de julho ao início de agosto, quando pediu desligamento por razões pessoais.

A mãe disse que o relacionamento começou menos de dez dias após o início do estágio e que percebia comportamento controlador por parte do namorado. Ela também relatou que ele havia pedido o cartão de crédito de Isabelle para uma cirurgia e prometido usar o nome dela na abertura de uma empresa para os dois.

A SSPDS informou que a Polícia Civil e a Pefoce continuam apurando o caso.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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