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Perícia identifica diversas lesões no corpo de técnica morta em Embu das Artes

Laudo aponta ferimentos em mãos, pés, joelhos, perna, quadril e pescoço; marido da vítima está preso temporariamente e nega o crime.

Perícia identifica diversas lesões no corpo de técnica morta em Embu das Artes

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) sobre a morte da técnica de radiologia Larissa da Cruz Morata identificou diversas lesões no corpo dela. Larissa morreu com um tiro na cabeça no domingo (6), em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

O documento registra que o projétil entrou pela região temporal esquerda e atravessou o crânio, em um trajeto de trás para frente e da esquerda para a direita. A conclusão é que o disparo provocou a morte.

Foram descritas lesões arroxeadas na lateral da mão esquerda, no dorso da mão direita, nos dois pés, no joelho direito, no joelho esquerdo, na perna esquerda e no quadril. O exame também apontou uma escoriação no pescoço. O perito encontrou ainda fios de cabelo soltos presos à calça da vítima, sem manchas de sangue.

O laudo não informa o que causou os ferimentos nem quando eles foram produzidos. A possível relação entre as lesões e a morte ainda será investigada pela Polícia Civil, que pode solicitar informações técnicas complementares.

Investigação

O soldado da Polícia Militar Vinícius Costa Silva, marido de Larissa, foi preso temporariamente na tarde de segunda-feira (7). Ele nega o crime. A trajetória do tiro levantou dúvidas entre os policiais civis, que pediram a prisão.

Vinícius afirmou que Larissa cometeu suicídio. A família contesta essa versão, e a Polícia Civil diz haver “dúvida razoável” sobre a hipótese. O caso é tratado como morte suspeita, enquanto os investigadores também consideram a possibilidade de feminicídio.

Na quinta-feira (10), policiais civis fizeram uma busca e apreensão relacionada à irmã do policial, Thamires Costa Mathias. Em depoimento anterior, ela disse que estava em casa, ouviu um barulho e que o filho do casal também estava no imóvel. O advogado Roberto Montanari afirmou que ela não é investigada.

Segundo a defesa, Thamires compareceu espontaneamente à delegacia de Embu das Artes, entregou o celular e forneceu a senha de acesso. A delegada Bruna Caracho Crippa afirmou que havia “dúvida razoável quanto a se tratar de suicídio” com base no que foi apurado no local, na perícia e nos elementos reunidos pelos investigadores. Montanari disse que Vinícius mantém, desde o início, a versão de que Larissa tirou a própria vida.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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