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Mário Frias nega irregularidades após buscas da PF e critica investigação

Deputado afirmou que vai colaborar com a apuração sobre R$ 2 milhões em emendas e chamou a operação de “cortina de fumaça”.

Mário Frias nega irregularidades após buscas da PF e critica investigação
Foto: reprodução

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) negou irregularidades após a Polícia Federal realizar buscas em sua residência nesta quinta-feira (10). Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que entregará os documentos solicitados, colaborará com a investigação e acredita que o caso será arquivado.

Frias disse que os agentes apreenderam celular, documentos e computador. Segundo o parlamentar, não houve prisões durante a operação. Ele classificou a ação como uma “cortina de fumaça” e afirmou que eventuais esclarecimentos solicitados pela Controladoria-Geral da União (CGU) poderiam ser feitos por meio de documentos.

A investigação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), apura suspeitas de irregularidades relacionadas a recursos de emendas parlamentares. Duas emendas de autoria de Frias destinaram R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Ferreira da Gama.

Os recursos foram usados para custear dois termos de fomento. De acordo com Frias, um dos projetos é esportivo e o outro é voltado ao letramento digital de crianças e adolescentes. O deputado também disse que o dinheiro das emendas não passa diretamente pelas mãos dos parlamentares: cabe ao órgão executor aprovar o plano de trabalho e fiscalizar a prestação de contas.

A Polícia Federal também identificou movimentações financeiras envolvendo a Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. Conforme o relatório policial, Frias transferiu R$ 645,4 mil para a empresa em menos de 60 dias.

Os investigadores afirmaram que os rendimentos mensais do deputado, de R$ 44.008,52, colocam “em questão o lastro financeiro” para as transferências. No vídeo, Frias não respondeu especificamente ao questionamento sobre a origem dos recursos usados nos repasses à produtora.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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