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PF investiga suspeitas de fraude em licitações e desvio em Coari

Operação apura possível atuação coordenada entre empresas, agentes públicos e terceiros, incluindo recursos de emendas parlamentares.

PF investiga suspeitas de fraude em licitações e desvio em Coari
Foto: Reprodução/PF

A Polícia Federal investiga uma possível atuação coordenada entre empresários, agentes públicos e terceiros para fraudar licitações e desviar recursos da Prefeitura de Coari, no Amazonas. A apuração envolve o prefeito Adail Pinheiro, do Republicanos, e o filho dele, o deputado federal Adail Filho, do MDB.

Segundo os investigadores, empresas com contratos ativos com o município podem ter sido usadas para direcionar concorrências públicas e favorecer pessoas jurídicas ligadas ao grupo. As movimentações financeiras associadas aos contratos são analisadas por possível relação com o pagamento de vantagens indevidas e com tentativas de ocultar a origem e os destinatários finais dos valores.

A investigação também examina recursos federais enviados a Coari por meio de emendas parlamentares em 2024 e 2025. A Polícia Federal busca esclarecer se houve desvio e qual teria sido a destinação do dinheiro.

Apreensão e avanço da investigação

A apuração avançou após a apreensão de cerca de R$ 1,25 milhão em espécie transportados em um voo entre Manaus e Brasília por Cesar de Jesus Gloria Albuquerque, Erick Pinto Saraiva e Wagner Santos Moutinho. Segundo a Polícia Federal, os três não apresentaram, naquele momento, comprovação da origem do dinheiro.

Com autorização judicial, documentos e dispositivos eletrônicos recolhidos no caso foram analisados. O material teria indicado movimentações financeiras suspeitas e possíveis relações com contratos da Prefeitura de Coari.

Durante a operação, foram apreendidos cerca de R$ 990 mil, US$ 10 mil e € 1.255, além de 21 veículos. Desse total, 11 carros estavam em endereços ligados aos investigados em Manaus e 10 foram localizados em Coari.

Em Manaus, os agentes encontraram cerca de R$ 352.750, US$ 10 mil e € 1.255. Em Coari, foram apreendidos aproximadamente R$ 637.750 e 10 veículos. Também foram mostrados relógios e joias entre os bens recolhidos, mas não foram informados quais objetos foram apreendidos nem o valor estimado.

Crimes apurados e defesa

O inquérito apura suspeitas de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação e desvio de recursos públicos. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal, enquanto a Polícia Federal realiza as diligências.

A defesa de Adail Pinheiro e Adail Filho afirmou ter recebido os mandados com “surpresa”. O advogado Fabricio de Melo Parente classificou o afastamento do prefeito como “desnecessária” e disse que busca acesso aos autos para recorrer e tentar reconduzi-lo ao cargo.

Os advogados ressaltaram que as buscas não significam formação de culpa e que os investigados não são réus nem foram denunciados. Também afirmaram que eles confiam no esclarecimento dos fatos pelas instituições.

Segundo despacho de Alexandre de Moraes, documentos e dispositivos apreendidos indicaram, conforme a Polícia Federal, repasses feitos por pessoas jurídicas ligadas aos investigados em benefício de Adail Filho e Adail Pinheiro. O ministro determinou a abertura do inquérito após pedido da Procuradoria-Geral da República e encaminhou o caso à Polícia Federal.

Em 24 de junho de 2026, Moraes prorrogou a investigação por mais 60 dias. A decisão mencionou a complexidade dos fatos, a quantidade de pessoas físicas e jurídicas envolvidas e a existência de diligências pendentes. A apuração continua para verificar a ocorrência dos crimes e a participação de cada investigado.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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