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Apple apresenta iPhone Duo e revela limites dos testes antes do lançamento

Repórteres testaram o aparelho dobrável por cerca de 45 minutos e explicaram como avaliam produtos de tecnologia para consumidores.

Apple apresenta iPhone Duo e revela limites dos testes antes do lançamento
Foto: Reuters

A Apple apresentou nesta semana o iPhone Duo, aparelho com uma dobra discreta, durante um evento para a imprensa em Cupertino, na Califórnia. Repórteres puderam conhecer o dispositivo e testá-lo brevemente antes do lançamento ao público, previsto para outubro.

O aparelho foi testado de verdade por cerca de 45 minutos. Durante eventos desse tipo, executivos apresentam os produtos e jornalistas conversam com funcionários envolvidos no desenvolvimento para esclarecer decisões e recursos. Em alguns casos, porém, os produtos ficam atrás de um vidro, exibem uma versão de demonstração ou reproduzem um vídeo em looping que não representa a experiência completa de uso.

Diferentes objetivos de avaliação

Brian X. Chen, que escreve sobre tecnologia para consumidores, disse que costuma ir além da análise de recursos como bateria, brilho da tela e câmera. Seu foco é entender quais problemas reais uma tecnologia resolve e se ela representa uma tendência ou apenas uma novidade passageira.

Ao avaliar o Google Pixel 11, por exemplo, ele examinou se as ferramentas de inteligência artificial capazes de pedir mantimentos, chamar carros e reservar mesas realmente atendiam a uma necessidade dos usuários. A questão central era saber se a chamada IA agêntica conduziria o futuro da computação pessoal ou se parte desses recursos seria apenas um truque.

Já Caitlin McGarry explicou que o objetivo do Wirecutter é recomendar produtos com os quais os consumidores possam conviver por bastante tempo, sem pagar uma fortuna. A equipe estabelece critérios para cada categoria, testa os produtos relevantes e procura identificar o melhor para a maioria das pessoas ou para situações específicas.

Brenda Stolyar afirmou que usa smartphones em avaliação como dispositivo principal. Ela reproduz hábitos cotidianos, como acessar redes sociais, usar aplicativos de transporte, fazer ligações, enviar mensagens, tirar e editar fotos. O procedimento permite observar o conforto de uso e transporte, o desempenho e a duração da bateria.

Acesso antecipado e independência

Empresas de tecnologia podem priorizar jornalistas que acreditam que farão uma cobertura favorável. Quando o acesso é negado, os avaliadores compram o produto para realizar o teste. Quando recebem um aparelho emprestado, devem devolvê-lo ao fim do trabalho. No caso dos iPhones, a devolução costuma ocorrer cerca de um mês depois da publicação da avaliação.

Os jornalistas do Wirecutter também podem comprar os produtos quando não recebem unidades antecipadas. Quando recebem, usam os aparelhos no mundo real antes de publicar a avaliação e reavaliam os dispositivos ao longo do tempo. As unidades são devolvidas depois dos testes, enquanto aparelhos que não são mais necessários podem ser doados conforme a política de ética da organização.

O processo editorial varia conforme o produto. Roteadores, laptops e monitores passam por testes de desempenho para gerar medidas objetivas. Depois, são usados no dia a dia para identificar recursos úteis e falhas que incomodam, mas não necessariamente impedem a compra.

A equipe mantém controle editorial sobre os produtos testados e recomendados. Questões comerciais, como links de afiliados, ficam sob responsabilidade de outro departamento. A orientação apresentada pelos avaliadores é atender aos leitores, e não promover toda novidade lançada pelas empresas.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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