A Apple apresentou seu primeiro iPhone dobrável, o Duo, com preço inicial de US$ 1.999 nos Estados Unidos e até US$ 3.200. No Brasil, a pré-venda começa em 16/10, com valores a partir de R$ 21.999.
Com formato semelhante ao de um caderno, o modelo é o maior iPhone já lançado pela empresa. O aparelho foi apresentado por Ternus, que assumiu o cargo mais alto da Apple no lugar de Tim Cook, durante o evento anual de lançamentos realizado nesta quarta-feira (9/9).
O novo CEO afirmou que o Duo foi inspirado no iPad e descreveu os recursos de dobra como fluidos e intuitivos. A empresa também procurou diferenciar o aparelho de outros smartphones dobráveis disponíveis no mercado. Na avaliação de Ternus, esses modelos podem parecer dois telefones unidos, com uma tela maior que aparenta ser menor.
Para o executivo, o novo aparelho reúne inovações capazes de mudar a experiência de uso de um telefone dobrável. Ben Wood, analista-chefe da CCS Insight, disse que a promoção de Ternus provavelmente foi programada para coincidir com um dos maiores lançamentos do iPhone em muitos anos.
Carolina Milanesi, analista da Creative Strategies, afirmou que o destaque dado ao executivo durante o evento fez parecer que ele próprio era quase um produto.
Preço e desafio de adoção
O Duo tem o maior preço inicial entre os novos iPhones da Apple. Até então, esse valor era de US$ 900. Na mesma apresentação, a empresa anunciou o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max, com preços iniciais de US$ 1.199 e US$ 1.299 nos Estados Unidos. No Brasil, os valores começam em R$ 11.999 e R$ 12.999, respectivamente.
A mudança de design ocorre em meio a críticas de que a Apple ainda não lançou um grande sucesso ou uma inovação considerada empolgante desde o primeiro iPhone, em 2007. Para Dipanjan Chatterjee, analista da Forrester, o dobrável pode se tornar um artigo de luxo dentro do portfólio, com valor de status, sem gerar crescimento relevante.
O analista também comparou os possíveis caminhos do Duo aos do headset Vision Pro, lançado por US$ 3.699 e não vendido oficialmente no Brasil, e aos do Apple Watch, comprado por milhões de pessoas todos os anos, embora seja menos popular que o iPhone.
Milanesi avaliou que os dobráveis despertam curiosidade, mas exigem adaptação ao software e à mudança de um telefone tradicional para um modelo com tela dobrável. Segundo Wood, aparelhos desse tipo vendidos atualmente por Samsung e Huawei representam 2% das vendas de smartphones. A FDM CCM Insight estima que essa participação chegue a 4% do mercado total na próxima década, mesmo com o possível aumento do interesse provocado pela entrada da Apple.
Siri AI
A Apple também apresentou detalhes do relançamento de sua assistente de áudio e conversa, que passa a se chamar Siri AI. A partir do iPhone 18, o sistema poderá consultar mensagens e emails armazenados no aparelho para localizar dados, responder perguntas e executar tarefas em nome do usuário.
Ternus afirmou que essas informações permanecerão privadas. Segundo ele, os recursos de inteligência artificial muitas vezes funcionarão diretamente no aparelho, sem recorrer a empresas terceirizadas. Quando um serviço externo for necessário, os dados permanecerão protegidos em um servidor remoto ou na nuvem.



