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Economia

Ibovespa ganha força com petróleo, enquanto dólar recua a R$ 5,130

Alta das ações brasileiras acompanha avanço do petróleo, cenário político e fluxo estrangeiro; investidores também monitoram inflação e juros nos EUA.

Ibovespa ganha força com petróleo, enquanto dólar recua a R$ 5,130
Foto: Xinhua

O Ibovespa avançava 1,30%, aos 187.992 pontos, por volta das 12h30 desta quinta-feira (10). A alta era acompanhada pela valorização das empresas brasileiras ligadas ao petróleo. No mesmo horário, o dólar recuava 0,26%, cotado a R$ 5,130, enquanto o índice DXY subia 0,11% no exterior.

O petróleo ultrapassou US$ 105 pela primeira vez desde maio, movimento que favoreceu as ações da Petrobras. Os papéis preferenciais da empresa subiam quase 2%. Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, afirmou que a Petrobras tem peso relevante no índice e é a segunda companhia de maior participação no Ibovespa, atrás da Vale.

Nas últimas semanas, a Bolsa brasileira também tem recebido impulso das commodities e do fluxo de capital estrangeiro. A entrada de investidores externos favorece o real porque exige a venda de dólares e a compra da moeda brasileira para aplicação em ativos locais.

A alta do petróleo ocorre em meio à escalada do conflito entre EUA e Irã. Os houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, anunciaram nesta quinta-feira que assumiram o controle de Mocha, cidade importante para o escoamento do petróleo da Arábia Saudita.

Na quarta-feira (9), a Guarda Revolucionária do Irã declarou ter atacado dez navios e lançado mísseis balísticos contra uma base na Jordânia usada pelas Forças Armadas dos EUA. A ação teria sido uma resposta aos ataques americanos contra cinco petroleiros iranianos na terça-feira (8).

O conflito aumenta os riscos ao fluxo de petróleo na região e as pressões inflacionárias. A guerra tem sido mencionada por bancos centrais na definição de políticas monetárias mais restritivas.

O mercado também acompanha a disputa eleitoral brasileira. Está prevista uma nova pesquisa da AtlasIntel. Na edição anterior, em maio, Flávio Bolsonaro (PL) registrou 41,8%, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 48,9%.

Uma pesquisa Quaest divulgada durante o feriado de 7 de setembro mostrou Lula e o senador Flávio Bolsonaro empatados numericamente, com 41% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno. A margem de erro era de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança, de 95%. No mercado de predição Polymarket, Flávio passou a reunir 52% das apostas de vitória, contra 45% de Lula.

A disputa também é relacionada à crise do STF. Mensagens recuperadas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master, foram divulgadas na terça-feira (1º) e indicaram a atuação do ministro Alexandre de Moraes em favor do ex-banqueiro. Após a retirada do sigilo da investigação, por decisão do ministro André Mendonça, foi revelado que Vorcaro perguntou a Moraes se deveria deixar o país antes de ser preso pela PF.

Leonel Oliveira Matos, analista da StoneX, disse que a interpretação predominante no mercado é que o desgaste do STF pode favorecer mais a campanha de Flávio Bolsonaro do que a de Lula.

No cenário econômico, o volume de serviços ficou estável em julho ante junho e cresceu 0,9% na comparação anual, abaixo das expectativas de alta de 0,2% e 1,1%. Nos Estados Unidos, o PPI subiu 0,4% em agosto, após alta revisada de 0,1% em julho. Em 12 meses, o indicador avançou 5,4%, ante 4,8% no mês anterior.

A próxima reunião do Fed para definir os juros está marcada para 15 e 16 de setembro. A taxa americana está atualmente entre 3,5% e 3,75%. O mercado também aguarda o CPI, previsto para sexta-feira, antes da decisão de política monetária.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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