São Paulo, Quarta-feira, 9 de setembro de 2026
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Economia

Dólar sobe a R$ 5,110 e Bolsa recua com petróleo e tensão externa

Moeda americana avançou 0,41%, enquanto Ibovespa caiu 0,92% em sessão marcada por riscos geopolíticos e crise no STF.

Dólar sobe a R$ 5,110 e Bolsa recua com petróleo e tensão externa
Foto: Folhapress

O dólar encerrou a sessão desta quarta-feira (9) com alta de 0,41%, cotado a R$ 5,110. O Ibovespa recuou 0,92%, aos 185.629 pontos. A valorização do petróleo aumentou a cautela dos investidores e pressionou ativos de mercados emergentes.

A alta das ações da Petrobras acompanhou o avanço da commodity, mas não foi suficiente para sustentar o índice brasileiro. Nos Estados Unidos, S&P 500, Dow Jones e Nasdaq tiveram quedas entre 0,48% e 0,77%.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado dez navios e lançado mísseis balísticos contra uma base usada pelas Forças Armadas dos EUA na Jordânia. A declaração veio após ataques americanos a cinco petroleiros iranianos na terça-feira (8). O braço militar do país disse que as embarcações tentavam atravessar uma área proibida e insegura do estreito de Hormuz, por onde passava 20% da produção mundial de petróleo e gás antes da guerra.

Com a intensificação do conflito, o petróleo superou US$ 100 pela primeira vez desde 25 de maio. Para Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, a combinação entre preocupações geopolíticas e inflação reduziu o apetite global por risco e prejudicou ativos emergentes.

A taxa do Treasury de 10 anos chegou a 4,853%, maior nível desde novembro de 2023. O rendimento também reagiu ao anúncio de uma recompra de US$ 6 bilhões em dívida pública pelo Tesouro dos EUA, abaixo das projeções de alguns analistas, que variavam de US$ 8 bilhões a US$ 10 bilhões.

No Brasil, os juros futuros subiram. A taxa do DI para janeiro de 2035 avançou para 14,22%, ante 14,020% no ajuste anterior, uma alta de 20 pontos-base. O movimento indicou expectativas de maior alta para a trajetória futura da Selic.

Política brasileira no radar

O mercado também acompanhou o cenário eleitoral e os desdobramentos da crise no Supremo Tribunal Federal. Uma pesquisa Quaest divulgada durante o feriado de 7 de setembro mostrou Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro numericamente empatados, com 41% das intenções de voto de cada um em uma simulação de segundo turno. A margem de erro era de dois pontos percentuais, e o nível de confiança, de 95%.

A crise envolveu mensagens recuperadas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master, divulgadas na terça-feira (1º). O material indicou a atuação do ministro Alexandre de Moraes em favor do ex-banqueiro. Após a retirada do sigilo da investigação, por decisão do ministro André Mendonça, também veio a público que Vorcaro havia perguntado a Moraes se deveria deixar o país antes de ser preso pela PF.

Mendonça havia determinado o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada do setor de inteligência. Nesta quarta-feira, o ministro Flávio Dino reintegrou os dois aos respectivos cargos.

Para Leonel Oliveira Mattos, analista de inteligência de mercados da StoneX, uma crise institucional prolongada pode elevar os prêmios de risco e pressionar o real. Ele também afirmou que o ambiente político pode mudar as expectativas para a disputa eleitoral de 2026.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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