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Economia

Dólar recua com pesquisas eleitorais e novas projeções do Focus

Moeda americana caiu 0,66% na abertura, enquanto o mercado elevou a previsão de crescimento e reduziu a estimativa de inflação.

Dólar recua com pesquisas eleitorais e novas projeções do Focus
Foto: Sam Mircovich/Reuters

O dólar abriu em queda de 0,66%, cotado a R$ 5,094, às 10h19 desta terça-feira (8). O movimento ocorreu enquanto investidores avaliavam novas pesquisas eleitorais e as projeções atualizadas do boletim Focus. No exterior, a moeda americana também recuava diante de divisas de países emergentes, com baixa de 0,36%.

Uma pesquisa Quaest divulgada durante o feriado mostrou Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro numericamente empatados, com 41% cada um, em uma simulação de segundo turno da eleição presidencial de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Projeções para a economia

O Focus elevou pela primeira vez em mais de dois meses a expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. A projeção passou para 1,93%, alta de 0,01 ponto percentual em relação à semana anterior.

A estimativa para o IPCA caiu de 5,01% para 5%, enquanto a previsão para a taxa Selic permaneceu em 13,75%. Para 2027, a projeção de inflação subiu de 4,28% para 4,29%. Para 2028, ficou em 3,80%.

O mercado prevê crescimento de 1,96% para o PIB de 2028, abaixo dos 1,98% projetados anteriormente. Para a Selic, a expectativa é de 13,75% no fim de 2026, 12% em 2027 e 10,50% em 2028.

A avaliação de Olivia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, é que a combinação de inflação menor e crescimento maior é positiva, mas representa uma melhora marginal. Para ela, as projeções ainda mostram alívio limitado na inflação dos anos seguintes e juros elevados, o que mantém a renda fixa competitiva, encarece o crédito e pressiona ativos de risco, como ações.

Mercado externo e ativos brasileiros

Na sexta-feira (4), o dólar fechou em alta de 0,49%, a R$ 5,128. A Bolsa recuou 0,02%, para 185.147 pontos. Na última semana, o índice subiu 5,4%, enquanto o dólar acumulou queda de 1,30%. No ano, a Bolsa registra alta de 14,9%, e a moeda americana, baixa de 6,5%.

Por volta das 10h20 desta terça-feira, o petróleo Brent subia 0,74%, negociado a US$ 97,72. A cotação era influenciada pela preocupação com a escalada militar entre Estados Unidos e Irã e com possíveis interrupções no fluxo global de petróleo.

No exterior, investidores acompanham a próxima decisão do Federal Reserve, marcada para 15 e 16 de setembro. Os juros americanos estão atualmente entre 3,5% e 3,75%. O diretor do Fed Christopher Waller afirmou que pode defender a manutenção da taxa neste mês caso a inflação americana mostre sinais de recuo. O CPI de agosto está previsto para esta sexta-feira (11), enquanto o PCE será divulgado em 30 de setembro.

No Brasil, o DI para janeiro de 2028 recuava 0,04 ponto percentual, para 13,535%. O DI para janeiro de 2035 caía 0,16 ponto percentual, para 14,065%. As Treasuries abriram em queda de 0,21%.

A semana também foi marcada pela crise no Supremo Tribunal Federal. Mensagens recuperadas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master, foram divulgadas na terça-feira (1º). Nesta terça-feira (8), o ministro André Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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