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Economia

Serviços ficam estáveis em julho e começam terceiro trimestre abaixo das projeções

Volume de serviços não variou na comparação mensal e avançou 0,9% em relação a julho de 2025, informou o IBGE.

Serviços ficam estáveis em julho e começam terceiro trimestre abaixo das projeções
Foto: Folhapress

O volume de serviços no Brasil ficou estável em julho, na comparação com junho, e iniciou o terceiro trimestre abaixo das expectativas. Na comparação anual, houve avanço de 0,9% sobre julho de 2025, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Uma pesquisa da Reuters projetava crescimento de 0,2% na comparação mensal e de 1,1% ante o mesmo mês do ano anterior. Com o resultado, o setor ficou 0,2% abaixo do pico da série histórica, registrado em outubro de 2025.

A atividade de informação e comunicação foi a única a recuar ante junho, com queda de 2,5%. O resultado devolveu parte do crescimento acumulado entre abril e junho, de 3,3%. Segundo Luiz Carlos Almeida, analista da pesquisa no IBGE, o segmento foi determinante para a estabilidade do setor em julho e representa quase um quarto da pesquisa mensal de serviços.

"Essa queda não parece ser uma tendência, parece mais uma acomodação do setor de comunicação e informação", afirmou Almeida.

Outras atividades registraram crescimento no mês: transportes avançaram 0,4%; serviços profissionais, administrativos e complementares, 0,6%; outros serviços, 0,7%; e serviços prestados às famílias, 0,5%.

O índice de atividades turísticas subiu 2,7% em julho, recuperando parte da perda de 4% entre maio e junho. Ainda assim, o indicador ficou 3,8% abaixo do ápice da série histórica, alcançado em dezembro de 2024.

Almeida descreveu o comportamento do setor como uma estabilidade ao longo do ano. "Isso está claro, mas não tem tendência de alta e baixa", disse.

Atividade econômica

Dados do Produto Interno Bruto mostraram que o setor de serviços, responsável por cerca de 70% da economia do país, cresceu 0,2% no segundo trimestre, depois de avançar 0,4% no primeiro. O consumo das famílias recuou 0,4%, na primeira queda em três trimestres.

O mercado de trabalho aquecido e medidas do governo estimulam o consumo, enquanto a política monetária restritiva pesa sobre a atividade. A taxa básica de juros Selic está em 14%.

Para André Valério, economista sênior do Inter, a moderação do crescimento deve continuar nos próximos meses e entrar em 2027, permitindo ao Copom prosseguir com ajustes na Selic. O segundo semestre também será marcado por incertezas relacionadas às eleições presidenciais, em outubro.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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