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Alckmin promete superávit e defende corte de privilégios em jantar com empresários

Vice-presidente disse que Lula pode combater salários e benefícios elevados e prometeu resultado positivo nas contas públicas no próximo ano.

Alckmin promete superávit e defende corte de privilégios em jantar com empresários
Foto: AFP

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou a empresários que, caso Luiz Inácio Lula da Silva seja reeleito, o governo fará superávit nas contas públicas. No encontro, também defendeu o corte de privilégios de integrantes do Judiciário e do Legislativo como forma de combater o desperdício de recursos públicos.

Alckmin participou do jantar na noite de quarta-feira (9), na casa do advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay. O encontro reuniu cerca de 100 pessoas, entre representantes de diferentes setores da economia, e teve como um dos principais temas os efeitos da crise no Supremo Tribunal Federal sobre a eleição.

Após ouvir críticas aos juros, o vice-presidente afirmou que, em 2020, o governo de Jair Bolsonaro gastou 10% do PIB a mais do que arrecadou e não pagou nenhum valor da dívida. Em defesa da atual gestão, disse que o déficit primário foi zerado. Para o ano que vem, prometeu superávit de, no mínimo, 0,5% e afirmou que é necessário avançar no ajuste para reduzir os juros.

Apoio além da polarização

Segundo relatos do encontro, Alckmin disse que os brasileiros estão revoltados com salários e benefícios elevados. Na avaliação apresentada por ele, seria necessário deixar claro que Lula é quem pode combater esses privilégios. O vice-presidente também apontou o eleitor de centro como decisivo para as eleições.

O jantar foi organizado por Fernando Guimarães, coordenador do grupo Direitos Já!. Ele afirmou que a iniciativa busca reativar o pacto que elegeu Lula em 2022, com a participação de apoiadores históricos do PSDB, e atrair eleitores fora da polarização entre o PT e o bolsonarismo.

O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, criticou o ministro do STF André Mendonça, sem citá-lo nominalmente. Disse que um magistrado não pode atuar em favor de uma campanha. Também classificou como abuso e intromissão o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmando que a medida teria o objetivo de blindar Flávio Bolsonaro. José Guimarães ainda defendeu a derrubada do sigilo do caso Master.

Entre os participantes estavam os ministros Márcio Elias Rosa, Luciana Santos e Vinícius Carvalho, além de José Sergio Gabrielli, Felipe Salto, André Perfeito, Teresa Vendramini e Rafael Lucchesi. No fim de agosto, Lula já havia recebido grandes empresários no Palácio da Alvorada e prometido fazer o possível para reduzir os juros.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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