Clariana Barão, do Democracia Cristã, defendeu a revisão de gastos públicos e da taxa básica de juros como parte de seu plano para a Presidência da República. A candidata também propôs ampliar o alcance do Bolsa Família e criar centros integrados para atender mulheres vítimas de violência doméstica.
Ao tratar do ajuste fiscal, Clariana afirmou que há despesas consideradas indevidas que precisam ser revisadas. Ela citou a Selic de 14% ao ano como um fator que encarece financiamentos e linhas de crédito para pessoas que desejam empreender. Na avaliação da candidata, os juros dificultam tanto a contratação de financiamento quanto a abertura de pequenos negócios.
A proposta é realizar uma revisão do ajuste fiscal, mas Clariana não detalhou quais despesas seriam cortadas. Ela afirmou que a redução dos gastos deve incluir itens que oneram as contas públicas.
Para o Bolsa Família, a candidata disse que o programa precisa chegar a pessoas que vivem em regiões sem acesso à internet e que não sabem como fazer o cadastro. Ao mesmo tempo, defendeu a revisão dos pagamentos para retirar beneficiários que já não necessitam do auxílio.
Clariana afirmou que o objetivo deve ser estruturar pessoas e famílias para que deixem os programas de assistência com dignidade por meio do trabalho.
Na área de segurança e proteção social, a candidata colocou a defesa dos direitos das mulheres e das crianças como prioridade. Para enfrentar o feminicídio, propôs centros únicos de atendimento a vítimas de violência doméstica.
Nesses locais, a mulher que denunciasse a agressão teria acesso à Delegacia Especializada da Mulher e poderia ser encaminhada para profissionalização. Clariana criticou o atendimento atual, em que a vítima recebe uma lista de endereços ao procurar ajuda, em vez de acolhimento integrado.



