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Política

Alcolumbre deve esperar eleições antes de decidir sobre impeachment no STF

Aliados do presidente do Senado avaliam que o resultado das urnas definirá se haverá processos contra ministros do Supremo.

Alcolumbre deve esperar eleições antes de decidir sobre impeachment no STF
Foto: Folhapress

Aliados de Davi Alcolumbre avaliam que o presidente do Senado deve esperar o resultado das eleições antes de decidir se abrirá um processo de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão dependeria da definição do próximo presidente da República e dos 54 novos senadores.

Uma pessoa próxima a Alcolumbre afirma que ele não pretende ceder, antes disso, à pressão de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro pela destituição de integrantes da corte. A avaliação é que o impeachment de Alexandre de Moraes pode ser usado para conquistar o apoio de senadores bolsonaristas na campanha pela presidência do Senado, cuja eleição ocorre tradicionalmente no primeiro dia de funcionamento do Congresso Nacional, em fevereiro.

Pressão sobre ministros

No cenário atual, parlamentares que antes rejeitavam a possibilidade passaram a considerar real a abertura de um processo contra Moraes, André Mendonça ou outro ministro. Parte dos aliados de Alcolumbre diz que ele continua contrário ao afastamento de Moraes, de quem é amigo, mas reconhece que o resultado das urnas pode tornar difícil bloquear uma iniciativa desse tipo.

O impeachment de Moraes é uma das principais ações de aliados de Bolsonaro depois da condenação do ex-presidente por tentativa de golpe. A campanha ganhou força entre candidatos ao Senado após Mendonça revelar, na terça-feira (1º), detalhes da relação de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master.

Alcolumbre também discutiu com pessoas de confiança a possibilidade de pedir o impeachment de Mendonça, com quem mantém divergências. Um interlocutor do senador afirma que o ministro desrespeitou o rito formal ao solicitar, na semana passada, uma investigação contra Moraes. Outro integrante do entorno de Alcolumbre citou como parte dos argumentos um relatório sem assinatura mencionado por Moraes na investigação contra o colega por abuso de autoridade.

Até senadores da base governista passaram a admitir que o afastamento de ministros pode ocorrer. Um líder partidário avalia, sob reserva, que o caso pode levar a uma reforma do Judiciário a partir do ano que vem, inclusive com o impeachment de mais de um ministro. Entre as propostas lembradas estão a criação de mandato fixo, no lugar da aposentadoria compulsória aos 75 anos, e o aumento da idade mínima para indicação, hoje de 35 anos.

Reações no Senado

O senador Cid Gomes defendeu que o Supremo se manifeste antes de uma eventual ação do Legislativo. “A minha opinião é que a gente deve dar um tempo para que, diante de todos esses escândalos, o próprio Supremo dê uma posição.”

Moraes conversou pessoalmente com Alcolumbre na quarta-feira (2), um dia depois de mensagens enviadas a ele por Vorcaro se tornarem públicas. Após o encontro, Alcolumbre mencionou um pedido de R$ 130 milhões feito ao ex-banqueiro por Flávio Bolsonaro para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro.

Ao ser questionado sobre o afastamento de Moraes, Alcolumbre também afirmou que há 109 pedidos relacionados aos dez ministros do STF e que a pressão da oposição ocorre “há muito tempo”.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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