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Política

Cartas discutem corrupção, eleições e atuação do Supremo Tribunal Federal

Leitores também questionam a condução de investigações, o papel de ministros e as alternativas políticas para a próxima eleição.

Cartas discutem corrupção, eleições e atuação do Supremo Tribunal Federal
Foto: 16.out/25/Folhapress

Cartas de leitores associaram a crise política brasileira a suspeitas de corrupção, disputas no Supremo Tribunal Federal (STF), investigações e escolhas eleitorais. Também houve críticas à forma como o debate público trata a atuação de ministros, partidos e instituições.

Em comentário sobre o caso Master, Valdicilia Conceição de Lucena questionou a identidade dos delegados da Polícia Federal que pediram que Gonet se declarasse impedido de apurar atos que o citassem no caso. Carlos Torres Moura criticou a manifestação de uma associação da PF sobre decisões do procurador-geral da República e afirmou que não caberia interferência em decisões judiciais com participação de agentes da corporação. Marcelo Pimentel avaliou que Gonet já deveria ter declarado impedimento ou suspeição no processo.

STF e disputa política

A atuação de Cármen Lúcia recebeu manifestações favoráveis. Aparecida Alves disse concordar com a avaliação da ministra sobre erros de Moraes e Mendonça. Jane Medeiros afirmou que Cármen Lúcia tem demonstrado discernimento em momentos de tensão para a democracia brasileira. Lenora Carraro Rocha defendeu a nomeação de mais mulheres para o STF, argumentando que elas representam mais da metade dos votantes.

Mário Rogerio Andrade contestou a comparação entre os atos de Moraes e Mendonça, que classificou como uma forma de reforçar o discurso golpista. Em outra carta, Wagner Tavares de Goes questionou a avaliação sobre a atuação de Mendonça e Moraes e citou editoriais de outros jornais. Alberto M. Bianconi criticou o tratamento da questão como um tema predominantemente jurídico, e não político.

Claudia Fatio comparou os efeitos políticos da Lava Jato com o caso Master, mas afirmou que as conjunturas são diferentes. Para ela, a semelhança estaria no tema da corrupção. João Claudio Abreu criticou vazamentos às vésperas da eleição, a cobertura que considerou não isenta e a atuação de um juiz que, segundo ele, tentaria impedir a eleição de Lula.

Eleições e economia

Gilberto Silva afirmou que todos os Poderes e partidos, da direita à esquerda, estariam envolvidos em corrupção. Para ele, o país continuará atrasado, inseguro e caro enquanto a política for tratada como uma disputa entre torcidas. Carlos Eduardo Martins resumiu o problema dizendo que corromper e levar vantagem seria recorrente no país.

Sobre a pesquisa eleitoral, Igor Cornelsen atribuiu a piora da situação de Lula nas eleições ao envolvimento do STF com o caso Vorcaro e à possibilidade de Lula nomear mais quatro ministros do Supremo, e não às suspeitas sobre Lulinha ou às fotos com Roberta Luchsinger. José Soares afirmou que, se a pesquisa estiver correta, a consequência seria negativa para a democracia e para o país. Milza Moreira Lana criticou a possibilidade de Augusto Cury se tornar alternativa política e questionou o custo de evitar a reeleição de Lula.

No debate fiscal, Marta Araujo Tavares Ferreira criticou Roberto Campos Neto por não ter feito ajuste fiscal nem reduzido os juros durante os seis anos em que dirigiu o BC. Paulo César de Oliveira afirmou que o diagnóstico e o tratamento estão claros e que cabe aos políticos e ao Judiciário agir.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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