SÃO PAULO — A crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal foi o eixo dos atos de 7 de Setembro que reuniram os principais rivais da corrida presidencial. Flávio Bolsonaro (PL) adotou um discurso de ataque na avenida Paulista, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva participou da cerimônia oficial em Brasília ao lado de autoridades dos três Poderes.
Flávio associou as críticas ao ministro Alexandre de Moraes ao discurso de oposição ao governo. Na abertura de sua fala, uniu as expressões “fora Lula” e “fora Moraes”. O senador também mencionou uma possível “terceira facada”, em referência ao ataque sofrido pelo pai em 2018 e à prisão de 2025.
A mobilização ocorreu após a divulgação de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Flávio é citado no caso como uma das pessoas que pediam dinheiro a Vorcaro e o chamavam de “meu irmão”. O senador também explorou a atuação de André Mendonça, ministro do STF cujas ações, segundo o texto, energizaram o bolsonarismo.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) esteve entre os oradores mais contundentes. Já o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) fez uma fala mais ponderada. O evento foi organizado por Silas Malafaia e teve predominância de elementos verdes e amarelos. Também havia um pixuleco de Donald Trump.
Lula em Brasília
Lula acompanhou o desfile militar e destacou a soberania nacional. No palanque, estava ao lado de Davi Alcolumbre, Hugo Motta e Edson Fachin, presidentes do Senado, da Câmara e do Supremo, respectivamente.
A estratégia de valorizar a soberania, que havia recuperado a avaliação do presidente no ano passado, não produziu o mesmo efeito até agora, segundo o Datafolha. A imagem do palanque também foi interpretada como uma busca por proteção institucional diante da crise do STF.
O texto menciona ainda Augusto Cury (Avante), que apareceu em terceiro lugar nas pesquisas e também abordou o Supremo. Não está claro se os demais candidatos conseguiram transformar o tema em vantagem eleitoral.



