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Política

Flávio Bolsonaro diz que voto em Lula representa apoio a Moraes durante ato em São Paulo

Em evento na Paulista, candidato do PL defendeu a saída de Alexandre de Moraes e declarou apoio a André Mendonça, relator do caso Master.

Flávio Bolsonaro diz que voto em Lula representa apoio a Moraes durante ato em São Paulo

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, afirmou nesta segunda-feira (7), durante ato político de 7 de Setembro na avenida Paulista, que votar em Luiz Inácio Lula da Silva significa apoiar o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O evento foi marcado por críticas ao magistrado, defesa do ministro André Mendonça e discursos de aliados contra integrantes do Judiciário.

“Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”, disse Flávio. O candidato afirmou existir um “consórcio” entre Lula e Moraes e declarou que, se for eleito, pretende trabalhar para “resgatar a credibilidade” do Supremo.

Flávio também disse ser necessário proteger o STF de Moraes e afirmou que o país vive um “caos moral”. Em outro momento, declarou que “O Supremo não é Alexandre de Moraes”. O senador não citou diretamente o Banco Master nem Daniel Vorcaro durante o discurso.

Críticas a Moraes e defesa de Mendonça

O ato foi impulsionado por apoiadores do bolsonarismo após a divulgação de mensagens entre Moraes e Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master. Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade em despacho no inquérito das fake news. Mendonça é relator do caso Master e retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal que mostrava os diálogos na terça-feira (1º).

Cartazes levados à Paulista demonstravam apoio a Mendonça. O deputado Gustavo Gayer (PL-GO), candidato ao Senado, pediu aplausos para o ministro. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) gritou “fora, Moraes” e afirmou que, no próximo ano, Flávio indicará quatro ministros do Supremo.

Nikolas também mencionou um áudio de conversa com Vorcaro. Disse que nunca assinou contrato com o ex-banqueiro e que não recebeu pedido para interferir na atuação da Polícia Federal ou da Procuradoria-Geral da República. Ele criticou ainda o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor da PF, Andrei Rodrigues, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, afirmou que o Supremo precisa se unir para apurar o caso. “Uma resposta institucional é necessária”, disse.

Silas Malafaia chamou Moraes de “ditador” e afirmou que os indícios de revisão, pelo ministro, de contrato de Vorcaro com o escritório de advocacia da mulher de Moraes representariam “a prova da compra do poder e da influência desse ditador”. Malafaia pediu que Edson Fachin, presidente do STF, afastasse Moraes e declarou: “Precisamos de instituições fortes. Desgraçar o Supremo é arrebentar com a democracia e a República”.

Discursos e mobilização política

Flávio afirmou ainda que tentariam novamente interferir nas eleições, sem dizer a quem se referia, e comparou a possibilidade à facada sofrida por Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018. Também chamou o 8 de Janeiro de “farsa”. Em agosto, já havia defendido o impeachment de ministros do STF que, segundo ele, teriam cometido crime de responsabilidade, citando Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

O senador mencionou as suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, ao perguntar: “Quem está bancando o Lulinha na Espanha?”. A estratégia de Flávio e de seus aliados foi apresentar o ato como uma defesa do Supremo, condicionada à saída de Moraes, em busca de eleitores que não se identificam com o bolsonarismo nem com o petismo.

Apoiadores levaram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, além de imagens de condenados do 8 de Janeiro, chamados de presos políticos. Um boneco inflável de Donald Trump segurava Lula com roupa de presidiário. Abaixo, havia a frase em inglês “Trump, liberte o Brasil”.

Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente, disse que “não existe Lula sem Alexandre”. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que “supremo é o povo brasileiro”. Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal na gestão Bolsonaro, declarou que Lula havia prometido picanha e entregue pizza parcelada. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que “Bolsonaro vai ficar preso mais dez anos se Flávio não for eleito”, provocando um coro de “volta, Bolsonaro”.

Público e confronto antes do ato

Antes do comício, manifestantes de esquerda entraram em confronto com um grupo que chegava para o evento da direita na esquina das alamedas Peixoto Gomide e Santos. A Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana informaram que intervieram para conter os envolvidos. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram disparos de bombas de gás lacrimogêneo.

Flávio chegou por volta das 15h, e a manifestação terminou às 17h. Participaram aliados como Douglas Ruas (PL), candidato ao Governo do Rio; Sergio Moro (PL), candidato ao Governo do Paraná; Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara; e os candidatos ao Senado em São Paulo Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). Equipes do Republicanos, PL e PP distribuíram material de campanha.

Levantamento do Monitor do Debate Político do Cebrap e da ONG More in Common calculou em 28 mil o público da Paulista no pico do ato, às 16h32. A estimativa foi feita com fotos de drones e sistemas de inteligência artificial. As mesmas entidades calcularam 42,2 mil pessoas no ato do ano passado e 45,4 mil em 2024.

A Defesa Civil registrou temperatura máxima de 13°C, descrita como a tarde mais fria em São Paulo em setembro desde o ano 2000. No mais recente Datafolha, divulgado na quinta-feira (3), Lula tinha 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio. Augusto Cury (Avante) aparecia em terceiro, com 8%.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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