SANTA CATARINA — Uma subida repentina da água atingiu a faixa costeira de Jaguaruna, Laguna e Imbituba por volta das 6h desta segunda-feira (21). O avanço do mar provocou alagamentos e levou a Defesa Civil estadual a classificar o episódio como um possível tsunami meteorológico.
Foram identificadas ruas com água e areia acumuladas, danos em construções e barcos deslocados pela força da água. As defesas civis municipais das três cidades permanecem avaliando os locais afetados. Até o momento, não há registro de vítimas.
Em Laguna, a prefeitura informou que pescadores foram surpreendidos. Redes de pesca e equipamentos acabaram arrastados, e algumas embarcações saíram de seus pontos. Em Jaguaruna, imagens divulgadas pela administração municipal mostram a sujeira deixada nas ruas depois da passagem do mar.
Como o fenômeno se forma
A Defesa Civil descreve o tsunami meteorológico como um fenômeno raro e difícil de prever. Ele não é causado por terremotos: está ligado a mudanças rápidas na pressão atmosférica e à presença de ventos fortes sobre o mar. Essas condições podem elevar temporariamente o nível da água e favorecer sua chegada à costa.
O órgão informou que já havia identificado ocorrências semelhantes no litoral de Santa Catarina em 11 de novembro de 2023, na Praia do Cardoso, em Laguna, e em 2 de dezembro de 2024, em Jaguaruna.
A confirmação do fenômeno nesta segunda-feira foi feita após a análise de radares meteorológicos, imagens de satélite e registros de marégrafos. Para Caio Guerra, meteorologista da Defesa Civil catarinense, a previsão de mar agitado nos próximos dias não indica outro episódio. A chegada de uma massa de ar frio e seco diminui as condições para a formação de novas linhas de instabilidade sobre o mar.



