A União Europeia e as Filipinas definiram os parâmetros de um acordo comercial que poderá eliminar mais de 94% das tarifas cobradas entre os dois lados. O entendimento ainda precisa ser convertido em texto jurídico, e a Comissão Europeia prevê que o pacto completo seja concluído nos próximos meses.
O comércio bilateral soma atualmente 17,6 bilhões de euros (R$ 103,07 bilhões) em bens e 10,3 bilhões de euros (R$ 60,32 bilhões) em serviços. Para a Comissão Europeia, há espaço para que esses valores cresçam.
O acordo deve reduzir barreiras para produtos industriais europeus, como máquinas, eletrodomésticos e equipamentos de transporte. Também estão incluídas exportações agroalimentares, entre elas carnes, laticínios e bebidas destiladas.
O comissário europeu de Comércio e Segurança Econômica, Maros Sefcovic, afirmou que os parâmetros já receberam aprovação política. “Os principais parâmetros estão definidos”, disse, acrescentando que o próximo passo é transformar os entendimentos em um documento jurídico.
A negociação faz parte da aproximação da União Europeia com a Ásia, especialmente com o Sudeste Asiático. O bloco busca novos mercados para bens e serviços e destinos para investimentos, em um movimento relacionado ao impacto das tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
A UE já tem acordos comerciais com o Vietnã e a Indonésia. Também negocia com a Malásia e a Tailândia, países em que, segundo Sefcovic, as tratativas estão mais avançadas.
As Filipinas mantêm ainda uma negociação comercial com o Canadá. O ministro canadense do Comércio, Maninder Sidhu, afirmou que existe disposição dos dois lados para concluir o acordo e disse que as conversas estão “90% concluídas”.
A estratégia canadense busca diversificar relações econômicas e fortalecer cadeias de suprimentos diante do aumento das incertezas globais. Sidhu afirmou que o plano não depende de um país específico nem foi motivado principalmente por mudanças na política comercial dos EUA.
A energia é a principal oferta do Canadá ao Sudeste Asiático, incluindo a crescente capacidade de exportação de GNL (gás natural liquefeito). Países da região procuram diversificar o fornecimento de combustíveis e reduzir riscos associados a interrupções no transporte marítimo pelo estreito de Hormuz.



