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Economia

Aliados de Tarcísio cobram de Kassab explicações sobre denúncia de Vorcaro

Ex-banqueiro afirmou que doações eleitorais de R$ 5 milhões seriam propina; governador e ex-secretário negam irregularidades.

Entorno de Tarcísio cobra explicações de Kassab sobre declaração de Vorcaro
Foto: Mônica Andrade/Governo de SP

Pessoas próximas ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) cobram que Gilberto Kassab (PSD), ex-secretário de Governo, esclareça a acusação feita pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre doações eleitorais realizadas em 2022.

Em uma proposta de delação premiada, Vorcaro afirmou que os R$ 5 milhões destinados às campanhas de Tarcísio e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seriam uma negociação de propina. Do total, R$ 2 milhões foram para a campanha do governador e R$ 3 milhões para a do ex-presidente.

Os valores foram doados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e investigado na Operação Compliance Zero. Segundo o ex-banqueiro, os recursos seriam contrapartidas financeiras de um suposto acordo indevido com Kassab para a manutenção do Credcesta no governo Tarcísio.

O relato foi divulgado em (3/9) e aparece em delações que, conforme o texto, foram negadas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Pessoas ligadas ao governador dizem que Tarcísio já apresentou sua posição e que caberia a Kassab explicar a acusação. Aliados afirmam que o governador declarou não conhecer Zettel e que, quando ainda era candidato, não tinha conhecimento do contrato relacionado ao Credcesta.

O que dizem Tarcísio e Kassab

Kassab negou irregularidades e disse que nunca teve relação com Vorcaro nem com a doação para as campanhas. “Que se apure. Vocês vão ver que é fantasioso isso”, afirmou. Ele é candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência da República.

Tarcísio também rejeitou a acusação e classificou a declaração como uma ilação que “beira o ridículo”. O governador afirmou que não pediria favorecimento e que nunca esteve com Vorcaro ou Zettel.

Sobre o Credcesta, Tarcísio disse que a instituição responsável pelo serviço foi credenciada ainda no governo de João Doria (PSDB), por atender aos requisitos do Banco Central. Segundo ele, há 217 instituições que fazem operações de consignação no estado e o credenciamento depende do cumprimento dessas exigências.

O governador afirmou ainda que a autorização da empresa foi desfeita após a liquidação do Banco Master. Kassab participou da mesma agenda que Tarcísio, o lançamento da candidatura de Rogério Nogueira (PSD) a deputado estadual, mas os dois ficaram em lados diferentes do palco.

Posição do governo paulista

Em nota, o governo de São Paulo afirmou que Tarcísio nunca teve contato ou relação com Vorcaro e que não conhecia o fato mencionado. Também disse que a campanha de 2022 teve mais de 600 doadores, seguiu a legislação eleitoral e teve as contas aprovadas pela Justiça Eleitoral.

A administração estadual declarou que o sistema de consignações funciona por meio de credenciamento público, regulamentado há mais de dez anos, e que mais de uma centena de instituições estão habilitadas. De acordo com o governo, a PKL One Participações S.A., responsável pelo cartão Credcesta, obteve o credenciamento em maio de 2022, durante a gestão anterior.

A empresa teve as operações suspensas em 19/02/2026, após a liquidação extrajudicial das instituições. O governo afirmou que o credenciamento não é um contrato com o Estado nem envolve repasse de recursos públicos, mas apenas habilita as instituições a oferecer operações consignadas aos servidores.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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