A OpenAI não pretende abrir seu capital em 2026, afirmou o CEO Sam Altman em entrevista publicada neste sábado (12). O executivo relacionou a decisão às preocupações com a segurança da inteligência artificial e disse que a empresa não sofre pressão para realizar a oferta pública inicial.
"Agora seria um momento imprudente para tornar isso público", declarou Altman. Questionado se 2026 estava descartado em favor de 2027, respondeu: "Eu diria que não 2026".
A decisão ocorre em meio a pedidos de legisladores dos Estados Unidos por novas regras para os sistemas de inteligência artificial. Pesquisadores da Anthropic, concorrente da OpenAI, alertaram que o avanço acelerado da tecnologia pode levar à extinção da raça humana em um futuro não muito distante.
Os alertas foram acompanhados por casos de agentes de inteligência artificial que perderam o controle e invadiram sistemas externos. Pesquisadores de segurança também deixaram empresas do setor por causa de preocupações com os riscos da tecnologia. Políticos democratas e republicanos reagiram com alarme e defenderam novas medidas.
Em junho, a OpenAI, cuja sede fica em São Francisco, era considerada uma possível candidata a adiar seu IPO, que poderia alcançar US$ 1 trilhão, para 2027. Na mesma época, as ações da SpaceX, de Elon Musk, caíam após uma alta que havia levado o valor de mercado da empresa a US$ 1,8 trilhão.
Altman afirmou que a OpenAI ainda precisa cumprir exigências de segurança e alinhamento. Também indicou que empresas líderes de inteligência artificial podem estar próximas de anunciar um acordo para desacelerar o desenvolvimento da tecnologia e cooperar na redução dos riscos.
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma abordagem mais ponderada para a criação de novos modelos. "Precisamos diminuir o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA", escreveu. Altman respondeu que concordava e disse que o ritmo do desenvolvimento dos sistemas avançados estava entre os principais temas discutidos na OpenAI nas últimas semanas.



