SÃO PAULO — As operadoras de planos de saúde médico-hospitalares encerraram junho de 2026 com R$ 142,4 bilhões aplicados no mercado financeiro. No segundo trimestre, essas aplicações ajudaram a formar um resultado financeiro de R$ 7,5 bilhões, o maior da série histórica em termos nominais, informou a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O lucro líquido do segmento foi de R$ 10,9 bilhões entre abril e junho, recuo de 12% na comparação com o mesmo intervalo de 2025. O resultado operacional, que considera receitas e despesas diretamente relacionadas à prestação dos serviços de saúde, somou R$ 5,6 bilhões, queda de 11% na mesma base.
A receita das operadoras chegou a R$ 201,9 bilhões no período, crescimento de 8,3% sobre o segundo trimestre de 2025. Já a sinistralidade agregada alcançou 81,9%, alta de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior. O indicador relaciona os gastos com a utilização dos planos ao total arrecadado em mensalidades ou apólices.
A ANS afirmou que o índice foi influenciado por fatores atípicos, entre eles o reconhecimento de provisão técnica voluntária por uma das maiores operadoras do setor. A agência também destacou que, em um cenário de juros elevados, os investimentos financeiros representam uma fonte adicional de receita e contribuem para o lucro final.
Operadoras com maiores lucros
Entre as empresas médico-hospitalares, Bradesco registrou o maior resultado líquido, de R$ 2 bilhões. Na sequência apareceram Amil, com R$ 960 milhões; Postal Saúde, responsável pela assistência médica dos funcionários dos Correios, com R$ 875 milhões; Unimed Seguros, com R$ 419 milhões; MedSênior, com R$ 387 milhões; e Porto Seguro, com R$ 380 milhões.
No segmento exclusivamente odontológico, a ANS registrou forte variação no patrimônio líquido e nos resultados. A agência atribuiu o movimento à reorganização societária de operadoras pertencentes a um grande grupo econômico do setor.


