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Trump rejeita pedidos para desacelerar desenvolvimento da inteligência artificial

Presidente dos Estados Unidos chamou de “forças negativas” os que defendem reduzir o ritmo da tecnologia em meio a alertas sobre riscos.

Trump rejeita pedidos para desacelerar desenvolvimento da inteligência artificial
Foto: Paul Faith/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou neste domingo (13) os pedidos para desacelerar o desenvolvimento da inteligência artificial (IA). Durante uma visita à Irlanda, ele classificou como “forças negativas” as pessoas que levantam essa possibilidade e afirmou que algumas das medidas sugeridas não serão adotadas.

A declaração ocorreu poucos dias depois de o pesquisador de IA Jacob Coxon deixar o setor. Ele acusou suas antigas empregadoras, OpenAI e Anthropic, de apostar na corrida por modelos capazes de se autoaperfeiçoar sem considerar adequadamente os riscos. Em uma publicação no X, Coxon escreveu que pessoas que desenvolvem IA acreditam que a tecnologia pode matar todos até o final da década.

No sábado, Dario Amodei, CEO da Anthropic, pediu às empresas que reduzissem o ritmo de desenvolvimento. A solicitação ocorreu em meio a preocupações sobre sistemas de computador superinteligentes. Sam Altman, chefe da OpenAI, e Elon Musk, proprietário da xAI, concordaram com a avaliação de Amodei.

Altman também afirmou, em uma entrevista divulgada no sábado, que a OpenAI não abrirá seu capital na bolsa este ano. Ele citou preocupações com segurança.

Relação com o governo dos Estados Unidos

Trump tem resistido às preocupações sobre a IA. Em seu segundo mandato, o governo acolheu em grande medida as empresas do setor, cujos líderes e outras companhias de tecnologia também apoiaram iniciativas do presidente.

No início deste ano, porém, o Pentágono alertou para os riscos do modelo da Anthropic. A empresa, dona do Claude, recusou-se a flexibilizar regras que limitavam o uso da tecnologia em armas autônomas letais e em vigilância doméstica em massa. O Pentágono considerava a mudança essencial para manter e ampliar contratos.

A Anthropic foi classificada como risco à segurança nacional e impedida de ser usada em órgãos federais americanos. Depois de duas semanas de negociações, o governo permitiu que a empresa restabelecesse o acesso para a maioria dos clientes, após a inclusão de algumas salvaguardas.

No mês passado, uma juíza federal decidiu que o governo Trump agiu ilegalmente ao retaliar a Anthropic por sua manifestação sobre o uso da tecnologia. A decisão afirmou que a reação ocorreu por atividades de expressão protegidas pela Constituição.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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