SÃO PAULO — Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que a orientação médica é reduzir o ritmo de sua agenda depois de receber alta do Hospital Vila Nova Star. O candidato à Presidência disse que ainda não está totalmente recuperado e continuará tomando medicamentos por via oral.
Caiado deixou a unidade neste domingo (13), após três dias de internação para tratar uma pneumonia. Ele havia sido internado na quinta-feira (10), inicialmente com diagnóstico de faringite aguda e indicação de medicação intravenosa. Um boletim divulgado naquela noite informou que uma tomografia de tórax havia confirmado a pneumonia e que o tratamento tinha sido ajustado. O documento registrou que o candidato estava estável, respirava espontaneamente e apresentava boa evolução.
Debate marcado para segunda-feira
O candidato confirmou presença em um debate entre presidenciáveis nesta segunda-feira (14), às 20h, em São Paulo. O encontro será promovido pela MathiasTV, canal no YouTube, e as assessorias de Caiado, Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) confirmaram a participação dos candidatos.
Augusto Cury (Avante) também recebeu convite, mas sua presença ainda não foi confirmada. A organização ocorreu depois do cancelamento de um debate previsto para a mesma data pelo consórcio de veículos de imprensa O Momento da Decisão. O grupo informou que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não confirmaram presença dentro do prazo estabelecido.
Na avaliação de Caiado, a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o Banco Master ocupou o espaço do debate eleitoral. “Ninguém está discutindo eleição, ninguém está discutindo proposta”, declarou.
Propostas apresentadas
O candidato disse que, se eleito, indicará quatro mulheres para vagas no Supremo. Entre os nomes citados como exemplo está o da ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge.
Para o Sistema Único de Saúde (SUS), Caiado defendeu organizar as filas conforme a gravidade dos casos, ampliar a telemedicina e integrar hospitais públicos, filantrópicos e privados. Também propôs instalar hospitais de média e alta complexidade e policlínicas em regiões mais carentes. Segundo ele, a cardiologista Ludhmila Hajjar tem competência para comandar o Ministério da Saúde em um eventual governo.
No Datafolha divulgado na sexta (11), Caiado tinha 4% das intenções de voto, enquanto Cury aparecia com 6%. Os dois estavam tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.



