SÃO PAULO — O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) afirmou nas redes sociais que teve o celular furtado na Avenida Paulista, em São Paulo, na última sexta-feira (11). O relato foi publicado no sábado (12), três dias antes de a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão contra ele nesta segunda-feira (14).
Segundo o parlamentar, os criminosos acessaram seus aplicativos bancários e contas pessoais pouco tempo depois do furto. Ele também disse que houve alterações em senhas do WhatsApp e do próprio aparelho.
"Em apenas 15 minutos, eles acessaram todas as minhas contas, cartão de crédito, trocaram senha do meu WhatsApp, senha do celular, foi uma devastação total", declarou Cezinha.
A decisão judicial que autorizou as buscas foi assinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 5 de setembro. A data é seis dias anterior àquela em que o deputado afirmou ter tido o celular levado.
Operação Transparência
A ação desta segunda-feira corresponde à terceira fase da Operação Transparência, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e tráfico de influência junto a tribunais superiores.
As investigações apontam que integrantes do grupo cobravam valores expressivos sob a promessa de intervir e obter decisões favoráveis em processos judiciais em tramitação nas instâncias superiores.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF nos estados de São Paulo e no Distrito Federal. A advogada Valéria Rodrigues Linhares também foi alvo de busca.
A apuração começou em dezembro de 2025, com o objetivo de investigar suspeitas de desvio de emendas parlamentares. Flávio Dino determinou as medidas cautelares por ser o relator, no STF, das ações sobre a destinação e a transparência de verbas de emendas orçamentárias.



