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Crise do Banco Master amplia confronto entre Jerônimo e ACM Neto na Bahia

Investigações envolvendo aliados dos dois grupos políticos passaram a dominar a disputa pelo governo baiano e chegaram à Justiça.

Crise do Banco Master amplia confronto entre Jerônimo e ACM Neto na Bahia
Foto: Mateus Pereira/GOVBA; ACM Neto no Facebook

As investigações sobre o Banco Master passaram a ocupar o centro da disputa pelo governo da Bahia entre Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil). O caso envolve questionamentos sobre a relação do ex-prefeito de Salvador com o banco e cobranças ao governador sobre o senador Jaques Wagner (PT) e Eduardo Sodré, enteado do parlamentar. Os dois são investigados pela Polícia Federal.

A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República negaram uma proposta de delação atribuída ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O conteúdo mencionava ACM Neto e Antônio Rueda, presidente do União Brasil, em suposta atuação em favor do Banco Master junto a institutos de previdência estaduais, com previsão de recebimento de 10% dos valores investidos na instituição.

Jerônimo passou a usar o episódio contra o adversário e disse que ACM Neto deveria prestar esclarecimentos. Em entrevista, o governador associou a acusação à proposta Pix Saúde, pela qual o candidato pretende comprar vagas na rede privada para atendimentos urgentes quando não houver disponibilidade na rede pública.

"Eu não sei se o Pix é para isso, ele cobrar alguma taxa de 10% ou equivalente na rede particular de saúde", afirmou Jerônimo. ACM Neto reagiu dizendo que processaria o governador por calúnia. Antes, havia classificado a divulgação do conteúdo como um vazamento seletivo e uma ação orquestrada às vésperas da eleição.

Investigações envolvendo ACM Neto

Relatórios do Coaf apontaram que uma empresa de ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora Reag. O ex-prefeito afirmou que prestou serviços de consultoria e que os valores são lícitos e declarados.

ACM Neto também apareceu no radar da operação Overclean. A Polícia Federal pediu buscas contra ele em uma nova fase da operação, mas o ministro Kassio Nunes Marques, relator da apuração no Supremo Tribunal Federal, negou a solicitação.

PT, PCdoB e PV protocolaram uma ação no Supremo Tribunal Federal em 16, pedindo o levantamento do sigilo e o acesso público aos autos das investigações que envolvem o ex-prefeito. A petição também questiona uma possível atuação parcial do ministro André Mendonça em favor do grupo político de ACM Neto.

Pressão sobre aliados de Jerônimo

União Brasil e PP apresentaram uma representação à Procuradoria-Geral da República em 17, sugerindo o afastamento de Eduardo Sodré do cargo de secretário de Meio Ambiente da Bahia. O deputado federal Arthur Maia (União Brasil), presidente da federação União Progressista na Bahia, afirmou: "Ele está sob investigação em função de uma grave denúncia, que é incompatível com o exercício da função de secretário".

A Polícia Federal identificou um pagamento de R$ 3,5 milhões da PLK One Participações, ligada à operação Credcesta, para uma microempresa de Bonnie Bonilha, esposa de Eduardo Sodré. A empresa pagadora é ligada ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

Sodré está submetido a medidas cautelares, como restrições de contato com outros investigados, proibição de atuação nas empresas sob investigação e suspensão do passaporte. Desde que foi alvo da operação Compliance Zero, em junho, reduziu as agendas institucionais e não se manifestou publicamente sobre as investigações.

Jaques Wagner, candidato à reeleição ao Senado, segue em campanha ao lado de Jerônimo e afirma que provará sua inocência na Justiça. A Polícia Federal apura se ele recebeu pagamentos ligados ao Banco Master por meio da empresa da nora, além de investigar um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões.

Pesquisa Quaest de 27 de agosto apontou empate técnico na disputa pelo governo baiano: ACM Neto tinha 39% das intenções de voto, contra 37% de Jerônimo Rodrigues.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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