CEARÁ — O candidato ao governo do Ceará pelo Missão, Delegado Huggo, propôs construir um presídio com capacidade para 50 mil internos caso seja eleito. A medida, segundo ele, resolveria a falta de vagas no sistema penitenciário estadual.
Em entrevista gravada, Huggo afirmou que a obra poderia ser financiada com recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), emendas parlamentares e verbas do tesouro próprio da Secretaria de Administração Penitenciária. Ele também relacionou o projeto a uma reforma administrativa.
“Então, o presídio é necessário e ele vai ser colocado em prática no meu governo”, declarou.
Reforma administrativa
O candidato também defendeu a redução da estrutura do governo estadual por meio da fusão e da extinção de secretarias. Entre as mudanças citadas estão a união das pastas de Segurança Pública e Defesa Social com a de Administração Penitenciária e Ressocialização, além da integração das secretarias da Cultura e do Esporte.
Huggo disse que pretende acabar com cargos comissionados que considera desnecessários e direcionar os recursos economizados para políticas públicas. A estimativa apresentada por ele é de uma economia entre 200 e 300 milhões por ano.
A proposta inclui ainda extinguir as secretarias da Diversidade, dos Povos Indígenas e da Proteção Animal. O candidato afirmou que a mudança não interromperia as políticas públicas dessas áreas, mas eliminaria cargos comissionados.
“Não vai ter mais ‘cabide de empregos’ no meu governo”, afirmou.
As declarações foram dadas durante a rodada de entrevistas com candidatos ao governo do Ceará, exibida entre os dias 14 e 18 de setembro. No dia 16, foram apresentadas as entrevistas gravadas com Delegado Huggo e Serley Leal, da UP. A programação também incluiu entrevistas com Elmano de Freitas, do PT; Ciro Gomes, do PSDB; Ieri Braga, do PCO; Vera Lúcia, do Novo; Danilo Soares, do Democrata; e Zé Batista, do PSTU.



